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Os Mundos de Beria, Yetzira and Assiya

144) Devemos aprender sete fundamentos inter-relacionados sobre os mundos de BYA:

1. De onde vem o lugar para os três mundos.

2. O nível dos Partzufim de BYA e a posição inicial dos mundos no momento da sua formação e separação da Nukvah de Atzilut.

3. As ascensões dos mundos e as suas posições antes do pecado de Adam haRishon.

4. Os Mochin que os mundos de BYA receberam e o lugar da sua queda depois de terem sido estilhaçados devido ao pecado de Adam haRishon.

5. Os Mochin, a luz de Gadlut de Ima de Atzilut, recebidos pelos mundos de BYA depois de terem caído sob a Parsa de Atzilut.

6. O significado das partes posteriores dos cinco Partzufim de Atzilut que caíram sob a Parsa para os mundos de BYA e se tornaram como a Neshama de Neshama para eles.

7. O nível de Malchut de Atzilut que caiu nos mundos de BYA e desempenha o papel de Atik para os Partzufim de BYA.

Aprendemos que a origem de tudo, o Criador, não pode ser alcançada por nós. Ele pensou em conceder deleite às futuras criaturas. A luz (o pensamento da Criação e da doação) emana Dele e constrói um vaso que “deseja receber” o Seu deleite.

Todos os desejos da Criação correspondem ao pensamento (a luz) que emana do Criador. Se esse vaso fosse preenchido com a luz, alcançaria o estado de perfeição. Contudo, existe apenas uma perfeição — o Criador; por isso, a Criação tem de alcançar esse nível de forma independente.

Para tal, a Criação deve ser colocada na posição do Criador; deve começar a criar algo a partir do nada. Deve fazer o Criador a partir de si própria. Isto é alcançado através da subida dos níveis. Esse trabalho inclui vários requisitos:
– o avanço da Criação através da escada descendente dos mundos e dos Partzufim;
– a disposição das condições necessárias para a Criação, totalmente separada do Criador, de modo a poder subir os “degraus-níveis” preparados de antemão.

Estudámos a formação dos níveis a partir de cima: a estrutura do mundo de AK, depois Nikudim e, em seguida, Atzilut. Se o mundo de Nikudim tivesse recebido toda a luz, isso teria significado o Gmar Tikkun. Malchut do Mundo do Infinito teria sido completamente preenchida com a luz (realização do Pensamento da Criação). Contudo, como sabemos, isso não aconteceu; os vasos wstilhacaram e caíram sob a Parsa. Agora, o mundo de Atzilut tem de corrigir os vasos estilhaçados e elevá-los acima da Parsa.

Atzilut é composto por cinco Partzufim: Atik, Arich Anpin, Aba ve Ima e ZON. Malchut eleva-se a Bina para passar de Katnut a Gadlut e receber a possibilidade de criar o seu estado seguinte — o mundo de Beria. Antes disso, Malchut era apenas um ponto; para criar o estado seguinte, necessita de adquirir Aviut Bet. Por isso, eleva-se a Bina e faz a selecção dos seus vasos.

Antes do estilhaçamento dos vasos, existiam apenas dois tipos: os de doação e os de recepção. Depois do estilhaçamento, estes são complementados por mais dois: os vasos de recepção misturados com os vasos de doação e os vasos de doação misturados com os vasos de recepção.

Os ZON de Atzilut são formados a partir dos Kelim de GE, seleccionados de entre todos os vasos estilhaçados e misturados que caíram sob a Parsa. Todos os vasos que possuem apenas o “desejo de receber” são postos de lado; ainda não podem ser corrigidos. Este é o chamado Lev haEven, que só será corrigido após o Gmar Tikkun.

Depois disso, permanecem apenas os vasos de recepção misturados com os vasos de doação e os vasos de doação misturados com os vasos de recepção. Assim, as propriedades do Criador e da Criação ficaram misturadas.

Como podem ser corrigidas? Os mundos de BYA são criados a partir dos vasos de doação que se encontram dentro dos vasos de recepção (o GE dentro do AHP). Os vasos de recepção que se encontram dentro dos vasos de doação (o AHP dentro do GE) podem ser utilizados através da sua elevação ao mundo de Atzilut.

Nada pode existir sob a Parsa; esse é o lugar de vasos fortemente egoístas. Contudo, quando fragmentos dos vasos altruístas se estilhaçam e caem para esse local, já pode brilhar ali uma certa forma de luz espiritual, chamada Ohr Tolada (luz secundária).

Isto é necessário para que as almas abaixo dos mundos de BYA (sob o Sium, abaixo da barreira, no ponto do nosso mundo) amadureçam o suficiente para entrar no mundo espiritual e receber essa propriedade sem a qual não podem existir. Depois, atravessam a barreira e avançam para a criação de um Masach [Tela], transformando as propriedades egoístas em altruístas.

Ao entrarem no local onde os vasos de doação se encontram dentro dos vasos de recepção, as almas podem comunicar com eles. Recebem a luz dos fragmentos dos vasos de doação (linha direita) e, simultaneamente, recebem desejos adicionais dos fragmentos dos vasos de recepção (linha esquerda) nos mundos de BYA, elevando-se de forma ordenada de um nível para outro.

Em geral, todos os mundos são construídos segundo um mesmo esquema. A diferença reside no facto de que, quanto mais baixo é o mundo, mais oculta a luz do Criador. O egoísmo está no cerne da natureza. Quando recebe um Masach [Tela], é corrigido e adquire propriedades altruístas. Existem vasos estilhaçados que podem ser corrigidos durante os 6000 anos (os níveis dos mundos de BYA, 2000 em cada).

Os vasos não corrigidos durante os 6000 anos chamam-se Klipot. Estes só podem ser corrigidos após a vinda do Mashiach. A alma que se eleva contém todos os tipos de vasos: os que podem ser corrigidos e as Klipot. Durante a subida, é essencial fazer a separação correta dos vasos, de modo a distinguir e ignorar as Klipot, utilizando apenas os restantes vasos. Isto chama-se trabalho em três linhas.

Todo o caminho da ascensão está envolto em escuridão. Cada nível seguinte só pode ser sentido quando a luz de Hochma entra nos vasos corrigidos. Só se pode avançar alternando entre a linha direita e a linha esquerda. A Criação não foi feita apenas para receber, como aconteceu com Malchut do Mundo do Infinito.

145) A primeira definição: como foi dito acima, em resultado da subida de Malchut até Bina (Tifferet) das Nekudot de SAG, os dois terços inferiores de Tifferet, Netzah, Hod, Yesod e Malchut deste Partzuf caíram sob a Parsa e formaram aí o lugar para os mundos de BYA. Os dois terços inferiores de Tifferet tornaram-se o lugar do mundo de Beria, as três Sefirot Netzah, Hod e Yesod tornaram-se o lugar do mundo de Yetzira, e Malchut tornou-se o lugar do mundo de Assiya.

Por isso, o estado do homem está suspenso entre a terra (egoísmo) e o céu (altruísmo). Em cada nível, é necessário passar por todos os estados, desde Katnut até Gadlut. Ao subir um determinado nível, o homem acredita ter alcançado tudo. Depois, recebe desejos adicionais e retoma a sua subida, sem saber o que o espera à frente.

Cada Partzuf seguinte reveste-se sobre o anterior, que depois se encontra no seu interior. Lugar significa desejo. Quanto maior é o desejo, maior é o lugar. Assim era antes da TA. Após a TA, o lugar já não é determinado pelo tamanho do desejo, mas pela força do Masach [Tela]. O vaso só pode receber luz de acordo com a força do Masach [Tela], e não segundo o desejo, pois geralmente existem desejos no Partzuf sobre os quais o Masach [Tela] não tem domínio.

Importa notar que os mundos de BYA foram criados por Malchut de Atzilut; assim, constituem de facto o AHP de Malchut do mundo de Atzilut, ou de Atzilut como um todo. Os mundos de BYA desceram ao “lugar de BYA” já existente, que, como referimos, foi formado pelos vasos dos Nekudot de SAG. Quando os vasos se quebraram, os Kelim de doação (GE) de ZON também caíram para o “lugar de BYA”.

Após a criação dos mundos de BYA, foi criado no seu interior mais um Partzuf, chamado Adam haRishon. À medida que os mundos começaram a subir, Adam haRishon subiu juntamente com eles. Estas subidas continuaram até que ele “pecou”. Os lugares dos mundos de BYA, our seja, os Nekudot de SAG, subiram juntamente com os mundos. Após o pecado e o estilhaçamento de Adam, os mundos de BYA e os seus lugares desceram. Assim, actualmente, o seu lugar (os Nekudot de SAG, que formam uma espécie de moldura dos mundos de BYA) não sobe, permanecendo constantemente sob a Parsa. Os mundos de BYA sobem juntamente com as almas que neles vivem.

146) A segunda definição: o nível de realização espiritual dos Partzufim de BYA e a sua posição no momento do surgimento e nascimento do Beten de Nukvah do mundo de Atzilut. Malchut de Atzilut cria os mundos de BYA. Depois, ZA de Atzilut alcançou o nível de Haya (Hochma) de Abba, e Nukvah alcançou o nível de Neshama de Ima. Como já sabem, ZON recebe Mochin de Aba ve Ima apenas através da sua elevação e revestimento sobre o Partzuf superior. ZA reveste-se sobre o Partzuf Aba de Atzilut, chamado o Aba ve Ima superior, e Malchut reveste-se sobre Ima de Atzilut, chamada YESHSUT. Estando neste estado, Malchut de Atzilut escolhe vasos adequados, mas ainda não corrigidos, e cria a partir deles o mundo de Beria com os cinco Partzufim.

Sabemos que um Partzuf surge do Masach [Tela] do anterior, que se elevou ao Peh de Rosh e aí realizou um Zivug. Assim sucedia no mundo de AK. Contudo, nos mundos de BYA, os Partzufim nascem do Beten (“abdómen”) do Partzuf anterior.

Nas quatro Behinot de Ohr Yashar, vemos que Shoresh cria Behina Alef, que deseja receber a luz. Depois, Behina Bet surge de Behina Alef e recusa receber a luz. Em seguida, nasce nela um “desejo de receber” parcial; esta Behina chama-se ZA. Contudo, esse desejo nasce na parte inferior de Bina, o Zat de Bina, que deseja receber em benefício do Criador. Apenas a parte inferior de Bina está relacionada com as criaturas; a sua parte superior não deseja receber nada.

Malchut eleva-se ao Zat de Bina. Apenas esta parte de Bina dá origem ao Partzuf seguinte a partir do seu Peh (se considerarmos o Zat de Bina como um Partzuf independente, ele situar-se-á a partir do Tabur de Bina e abaixo; outro Partzuf independente da Bina geral — o Gar de Bina — estará acima do Tabur). Assim, o Peh de Zat encontra-se ao nível do Beten do Partzuf geral Bina.

147) Since Malchut is in the place of Ima (Bina), it reaches the level of Ima. Hence, the world of Beria, created from the Beten de Malchut (Nukvah) is one level below Ima, and therefore one level below the Nukvah, which rose to Ima and reached its level. Thus, at the moment of its birth, the world of Beria is on the level of ZA de Atzilut.

148) The world of Yetzira was created in a similar way. It was birthed after the world of Beria, on the level of Nukvah (Malchut) de Atzilut, which follows ZA. However, only four out of the ten Sefirot of the world of Yetzira are in the place of Nukvah de Atzilut. Concerning ZA de Atzilut, the Nukvah has two states. If it is at Panim be Panim with ZA, then it is on one level with it and dresses upon it. Both of them have 10 Sefirot in this state.

When Nukvah is at Achor be Achor with ZA, it has only its four first Sefirot dressed on the 4 lower Sefirot of ZA. The six upper Sefirot of Nukvah descend one level, i.e., under the Parsa, and take the place of the first 6 Sefirot of the world of Beria. Therefore, when the is at Panim be Panim with ZA, the world of Yetzira is entirely in the place of Nukvah, i.e., in the world of Atzilut, above the Parsa.

In Achor be Achor, when Nukvah (Malchut) de Atzilut has only four Sefirot above the Parsa, the world of Yetzira also has only 4 upper Sefirot above the Parsa. The remaining six Sefirot of the world of Yetzira are on the level of the first six Sefirot of the world of Beria147) Uma vez que Malchut se encontra no lugar de Ima (Bina), alcança o nível de Ima. Por conseguinte, o mundo de Beria, criado do Beten de Malchut (Nukvah), está um nível abaixo de Ima e, portanto, um nível abaixo da Nukvah que se elevou até Ima e alcançou o seu nível. Assim, no momento do seu nascimento, o mundo de Beria está no nível de ZA de Atzilut.

148) O mundo de Yetzira foi criado de modo semelhante. Nasceu depois do mundo de Beria, no nível de Nukvah (Malchut) de Atzilut, que segue ZA. Porém, apenas quatro das dez Sefirot do mundo de Yetzira se encontram no lugar de Nukvah de Atzilut. Em relação a ZA de Atzilut, a Nukvah tem dois estados. Se estiver Panim be Panim com ZA, então está no mesmo nível que ele e reveste-se sobre ele. Ambos possuem 10 Sefirot neste estado.

Quando Nukvah está Achor be Achor com ZA, tem apenas as suas quatro primeiras Sefirot revestidas sobre as quatro Sefirot inferiores de ZA. As seis Sefirot superiores de Nukvah descem um nível, ou seja, sob a Parsa, e ocupam o lugar das primeiras seis Sefirot do mundo de Beria. Portanto, quando está Panim be Panim com ZA, o mundo de Yetzira encontra-se completamente no lugar de Nukvah, ou seja, no mundo de Atzilut, acima da Parsa.

Em Achor be Achor, quando Nukvah (Malchut) de Atzilut tem apenas quatro Sefirot acima da Parsa, o mundo de Yetzira também tem apenas as quatro Sefirot superiores acima da Parsa. As seis Sefirot restantes do mundo de Yetzira encontram-se no nível das primeiras seis Sefirot do mundo de Beria.

O lugar, em si próprio, constitui os vasos da TA. Malchut do Mundo do Infinito, Galgalta com todos os Partzufim que nela se revestem; o mundo de Atzilut e os mundos de BYA, por assim dizer, preenchem o lugar, que nunca muda. Todas as subidas e descidas são medidas em relação ao lugar. Se os lugares não fossem constantes, não seria possível determinar o movimento, definido pela mudança de um objecto em relação a outro.

Como dissemos, é necessário distinguir entre os mundos de BYA e os seus lugares. O lugar de BYA foi formado pelos vasos dos Nekudot de SAG e encontra-se sob a Parsa. Dois terços de Tifferet constituem o lugar do mundo de Beria. Netzah, Hod e Yesod formam o lugar do mundo de Yetzira. Malchut é o lugar de Assiya. Quanto aos mundos propriamente ditos, Beria encontra-se, no momento do seu nascimento, no lugar de ZA de Atzilut, isto é, no mesmo nível. O mundo de Yetzira encontra-se ou no nível de Nukvah de Atzilut (em Panim be Panim) ou possui apenas quatro Sefirot nesse nível, enquanto as seis Sefirot inferiores estão sob a Parsa, no lugar das seis Sefirot superiores de Beria.

A décima parte inferior de qualquer Partzuf chama-se Malchut. Após a TB e até à Correcção Final, o seu uso é proibido. Por isso, realiza-se a circuncisão; esta Sefira é retirada e faz-se um Zivug sobre a Ateret haYesod.

Cada membro do nosso grupo doa a décima parte do seu rendimento, que não pode ser utilizada até ao Gmar Tikkun. Apenas as nove partes corrigidas podem ser utilizadas. Isto é feito em correspondência com os mundos espirituais.

149) O mundo de Assiya, corrigido com a ajuda do mundo de Yetzira, é definido como o nível que o mundo de Beria ocupa hoje. Isto porque, anteriormente, o mundo de Yetzira estava no nível de Nukvah de Atzilut. Por isso, o nível abaixo dele refere-se ao mundo de Assiya – a Beria actual. Porém, apenas as quatro primeiras Sefirot de Yetzira estavam no nível de Nukvah de Atzilut, enquanto as suas seis Sefirot inferiores estavam no nível de Beria. Por conseguinte, as quatro primeiras Sefirot de Assiya estão no nível das quatro Sefirot inferiores de Beria, e as seis primeiras Sefirot de Assiya estão no lugar das seis Sefirot superiores da localização actual de Yetzira.

Assim, as quatro Sefirot de Netzah, Hod, Yesod e Malchut da Yetzira actual e todas as dez Sefirot do mundo actual de Assiya deixaram de estar relacionadas com a Kedusha (santidade) e passaram para as Klipot (os desejos não corrigidos). O nível desde o Chazeh de Yetzira até ao Sium de Assiya não pode ser ocupado senão pelas Klipot; os mundos puros encontram-se acima do Chazeh da Yetzira actual. Agora sabemos os níveis ocupados pelos mundos de BYA e o seu lugar, criados antes da formação efectiva desses mundos.

Assim, antes do pecado de Adam haRishon, no momento da criação dos mundos de BYA, os mundos e os Partzufim estavam dispostos da seguinte forma:
1. ZA de Atzilut encontrava-se no nível actual de Arich Anpin (Aba, Hochma);
2. Malchut (Nukvah) de Atzilut encontrava-se no nível de Aba ve Ima (Bina);
3. o mundo de Beria encontrava-se no nível actual de ZA de Atzilut;
4. as quatro Sefirot superiores do mundo de Yetzira encontravam-se no nível de Malchut de Atzilut, e as seis Sefirot inferiores no nível das seis Sefirot superiores do actual mundo de Beria. Podemos dizer que os lugares de Malchut e de ZA de Atzilut em Gadlut (10 Sefirot em cada um) não estão um abaixo do outro, mas no mesmo nível. Quando Malchut está em Katnut, as suas quatro Sefirot superiores estão no nível das quatro Sefirot inferiores de ZA, e as suas seis Sefirot inferiores estão sob a Parsa.

5. As quatro Sefirot superiores do mundo de Assiya encontravam-se no nível das quatro Sefirot inferiores do actual mundo de Beria; as suas seis Sefirot inferiores encontravam-se no nível do actual mundo de Yetzira. Assim, anteriormente, todos os mundos estavam 14 Sefirot acima do nível actual.

Após o estilhaçamento dos vasos, o Masach [Tela] elevou-se ao Rosh de SAG com todas as Reshimot que restaram do estilhaçamento acima da Parsa e com todos os fragmentos que caíram para baixo. O Masach [Tela] encontra-se nos Nikvey Eynaim de Keter do Rosh de SAG. Começa a realizar Zivugim sobre as Reshimot que nele permaneceram após o estilhaçamento. Como o estilhaçamento dos vasos incluiu toda a Malchut do Mundo do Infinito, ficaram Reshimot de todos os tipos de vasos estilhaçados que caíram sob a Parsa.

Primeiro, o Masach selecciona as melhores Reshimot e realiza um Zivug sobre elas. Zivugim subsequentes são realizados sobre as restantes Reshimot, de acordo com o seu enfraquecimento. Estes Zivugim conduzem ao nascimento dos Partzufim, um após outro, do mais elevado ao mais baixo. Primeiro nasce Atik, depois Arich Anpin, Aba ve Ima, YESHSUT, ZA e Nukvah de Atzilut. Todas as Reshimot de GE (vasos de doação) terminam aqui.

Para além dos vasos que possuem apenas um desejo — doar ou receber — surgem vasos que contêm ambos os desejos misturados. Agora podem ser separados e formar Partzufim adicionais. Malchut do Mundo do Infinito assume esta missão.

Inicialmente, é apenas um ponto com uma única Sefira, Keter. Depois, eleva-se a ZA e recebe aí o estado de Katnut. Em seguida, eleva-se a Bina e cresce até igualar a sua medida. Agora pode dar origem, tal como os Partzufim superiores. Estando no nível de Bina, realiza um Zivug sobre Bet de Aviut e dá origem ao mundo de Beria, que deve descer um nível abaixo da sua “mãe”, ou seja, para o nível de ZA de Atzilut.

O mundo de Yetzira nasce de um Zivug de Haka’a sobre Gimel de Aviut e desce abaixo de ZA, our seja, para Nukvah de Atzilut. Nukvah não está completamente sob ZA, mas reveste as suas quatro Sefirot superiores sobre ele, enquanto as suas seis Sefirot inferiores se encontram sob a Parsa. Assim, o mundo de Yetzira ocupa o lugar de Nukvah: as suas quatro Sefirot superiores cobrem as quatro Sefirot inferiores de ZA, e as suas seis Sefirot inferiores revestem-se sobre as seis Sefirot inferiores de Nukvah, sob a Parsa, ou seja, coincidem com as seis primeiras Sefirot do lugar de Beria na sua localização actual.

Se um Partzuf sobe ou desce de um determinado nível, isso significa que assume as propriedades do nível em que se encontra nesse momento.

Mesmo no nosso mundo, quando um homem sente o desejo de fazer algo de bom, considera-se que está a melhorar as suas propriedades e a elevar-se espiritualmente. “Eu subo” significa que as minhas propriedades já não correspondem ao nível em que me encontrava anteriormente, mas a um nível mais elevado, no qual nos revestimos, por assim dizer.

Agora começamos a estudar de que modo todos os Partzufim do mundo de Atzilut se revestem, um após outro, sobre os seus Partzufim correspondentes do mundo de Adam Kadmon. A escada do mundo espiritual é permanente; pode elevar-se ou descer como um todo em relação a algo. Nada desaparece no domínio espiritual. Assim, mesmo em movimento, a escada espiritual permanece no seu lugar.

150) Agora esclarecemos a terceira definição: a altura dos Partzufim de BYA durante a recepção da luz adicional das Mochin depois do pecado de Adam haRishon. Houve duas ascensões dos mundos com a ajuda da luz adicional no Shabbat. A primeira ascensão ocorreu na quinta hora de Erev Shabbat, quando Adam haRishon nasceu. Então, a luz adicional de Shabbat chamada “Hey de Yom haShishi” começou a brilhar.

Nessa altura, ZA alcançou o nível de Yechida, subiu e revestiu-se sobre Arich Anpin de Atzilut. A Nukvah alcançou o nível de Haya, depois subiu e revestiu-se sobre Aba ve Ima de Atzilut. Beria subiu até YESHSUT, Yetzira até ZA; as quatro primeiras Sefirot de Assiya subiram até ao lugar de Nukvah de Atzilut. As seis Sefirot inferiores de Assiya subiram até às seis Sefirot superiores de Beria.

A segunda ascensão dos mundos ocorreu em Erev Shabbat, quando, com a ajuda da luz adicional de Shabbat, as seis Sefirot inferiores de Assiya subiram até ao lugar de Nukvah de Atzilut. Assim, ambos os mundos, Yetzira e Assiya, subiram acima da Parsa e encontraram o seu lugar em ZON de Atzilut no estado de Panim de Panim.

Os mundos de BYA nasceram antes de Adam haRishon. Depois surgiu o Partzuf Adam haRishon. Ele nasceu de Malchut de Atzilut, que se tinha elevado a Bina. Qual é a diferença entre o nascimento de Adam haRishon e o dos mundos de BYA?

Os mundos de BYA são criados a partir de GE, que caíram no AHP de ZON de Nikudim. Adam haRishon é uma construção totalmente nova, que deriva do pensamento interno da Criação. Quando as quatro fases da Luz Directa se completaram e Malchut do Mundo do Infinito surgiu, começou a receber a luz que, gradualmente, revelou as suas partes anteriores — Gimel, Bet, Alef e Shoresh — que lhe deram origem.

Malchut não pode ultrapassar os seus próprios limites, mas descobre as fases anteriores graças a uma apreensão mais profunda da luz que a preenche. Malchut começa gradualmente a construir, a partir do ponto inicial, mais nove Sefirot (as propriedades da luz), alcançando-as pouco a pouco. A décima parte é a própria Malchut.

Ela faz um Tzimtzum sobre essa décima parte (sobre si própria) e deseja tornar-se semelhante às nove Sefirot–Partzufim. Nem todos os mundos e Partzufim são a própria Malchut. Eles são apenas tentativas de copiar a luz, objectos sem vida. O ponto central da Criação — Malchut do Mundo do Infinito — começa a actuar após a conclusão de todos os mundos e o estilhaçamento dos vasos.

Uma combinação especial entre Malchut de Malchut (a Essência da Criação) e as nove primeiras Sefirot chama-se Adam haRishon. Ele está destinado a tornar-se equivalente ao Criador.

Durante a TB, Malchut do Mundo do Infinito elevou-se a Tifferet de Nekudot de SAG, separando os vasos de recepção dos vasos de doação. Desde então permaneceu aí.

Malchut de Atzilut, que também se encontra ao nível da Parsa, é o seu representante directo. Depois, Malchut de Atzilut eleva-se a Bina e realiza um Zivug de Haka’a apenas sobre GE; não trabalha com AHP.

O Partzuf criado, que até este momento possui apenas vasos de GE, chama-se Adam haRishon. A participação directa de Malchut do Mundo do Infinito na criação de Adam haRishon torna-o o Partzuf mais importante. Na realidade, ele é a verdadeira Criação. A diferença entre Adam haRishon e todos os outros objectos espirituais é enorme.

Uma vez que também nasceu de Malchut de Atzilut, que deu origem aos mundos de BYA, Adam haRishon encontra-se dentro desses mundos. A sua cabeça começa abaixo de Malchut situada em Bina, no lugar de ZA de Atzilut. A sua garganta corresponde às quatro Sefirot superiores de Malchut de Atzilut acima da Parsa. O corpo, desde os ombros até ao Tabur, encontra-se abaixo da Parsa, no lugar das seis primeiras Sefirot do mundo de Beria, ou no lugar das seis Sefirot inferiores do mundo de Yetzira, ou ainda no lugar das seis Sefirot inferiores de Malchut de Atzilut.

Depois, o Partzuf Adam haRishon expande-se desde o Chazeh do mundo de Beria até ao seu fim; os seus pés terminam ao nível do Chazeh de Yetzira, onde o mundo de Assiya termina neste estado específico. A altura do Partzuf Adam haRishon é igual à dos mundos de BYA. Este era o estado do Partzuf Adam haRishon no momento do seu nascimento.

Nasceu uma estrutura completamente nova. Se antes apenas se criava o ambiente para a correcção da Criação (chamado o ponto médio ou Malchut do Mundo do Infinito), agora ela pode ser corrigida por completo. A alma comum de Adam tem de se fragmentar, para que desejos altruístas possam depois entrar nesses fragmentos. O estilhaçamento do Partzuf Adam haRishon foi semelhante ao estilhaçamento dos Kelim de Nikudim. Os vasos de doação entram no ponto médio, algo que antes não era possível.

Vejamos agora como ocorreu o estilhaçamento do Partzuf Adam haRishon, que se encontra dentro dos mundos de BYA e só pode subir e descer juntamente com eles.

Adam haRishon, com os seus vasos de doação, realizou muitos tipos de ações, mas acabou por reconhecer que a ação mais significativa em benefício do Criador só pode ser realizada através da recepção da luz de Hochma. Para isso, necessita dos vasos de recepção, que nele estão ausentes, ou melhor, ainda não corrigidos. As suas intenções eram claras.

Assim, começa a anexar a si os vasos de recepção, que se estilhaçam (tal como anteriormente aconteceu no mundo de Nikudim) no interior do seu Guf, tanto GE como AHP. Após o estilhaçamento, centelhas altruístas penetram nos vasos de recepção. A partir deste ponto, começa o trabalho de cada fragmento da alma de Adam, que se sente separado dos outros.

Tudo isto corresponde ao que cada pessoa deve realizar neste mundo. Quando a alma de Adam se estilhaçou, para além da queda dos vasos desde o nível de Atzilut, formou-se todo um sistema de mundos impuros: Atzilut, Beria, Yetzira e Assiya de Tuma, correspondentes aos quatro mundos puros. As almas humanas existem entre estes dois sistemas.

O nosso estado actual é consequência do estilhaçamento da alma de Adam haRishon. Somos uma construção composta por um corpo biológico saturado de desejos egoístas. Como foi referido, centelhas altruístas, chamadas Ner Dakik (uma pequena vela), caíram dentro desses desejos. Quando a Ner Dakik se manifesta como desejo altruísta, o homem começa a ansiar por algo indefinido, tentando satisfazer esse anseio.

Mas não existe nada neste mundo que possa preencher esse desejo — todos os prazeres deste mundo são egoístas. O homem procura incessantemente até encontrar uma fonte que possa (ou assim lhe parecerá) preencher esse vazio, ou que o venha a fazer no futuro. Se essa fonte for um grupo de estudantes orientado por um Professor-Cabalista, então o homem começará gradualmente a transformar os seus vasos egoístas em altruístas, alcançando o Criador neles.

Como ocorre essa correcção? Existem 320 centelhas dentro de cada ser humano. O homem deve fazer exactamente o que aconteceu no mundo de Atzilut, ou seja separar as 288 centelhas e distingui-las do Lev haEven (32 centelhas egoístas), do seu ponto médio (a essência egoísta, a natureza), decidindo deixar de trabalhar com elas para se tornar semelhante aos desejos altruístas.

O homem deve fazê-lo conscientemente, sem poupar esforços, superando a forte resistência do seu próprio egoísmo. Este trabalho forma vasos que antes não possuía. Como resultado, torna-se capaz de trabalhar com as nove Sefirot altruístas, permanecendo o Lev haEven inactivo. Ao separar todos os desejos altruístas e restringir os 32 desejos egoístas, o homem alcança o Gmar Tikkun. Ao lutar contra o seu egoísmo, escolheu tornar-se equivalente ao Criador.

Depois disso, a luz superior desce do Alto e corrige o Lev haEven de tal modo que ele possa agora ser utilizado para receber a Ohr Hochma em benefício do Criador. De algum modo, a luz AB-SAG influencia esse ponto e corrige-o. Esta correção chama-se a chegada do Mashiach; Malchut do Mundo do Infinito une-se completamente ao Criador, alcançando o seu terceiro e último estado. Convém recordar que o primeiro estado é Malchut do Mundo do Infinito antes do Tzimtzum Alef [Primeira Restrição]. O segundo estado é a formação descendente dos mundos e a correcção da Criação através da ascensão gradual.

A luz adicional para a ascensão de Adam haRishon chama-se “Hey de Yom haShishi”, isto é, a quinta hora do sexto dia. Adam haRishon alcança este nível juntamente com os mundos de BYA. Esta é a primeira ascensão (as 10 Sefirot de um mundo) na véspera do Shabbat. Se antes desta ascensão os pés de Adam haRishon e o mundo de Assiya se encontravam ao nível do Chazeh de Yetzira, depois sobem ao Chazeh de Beria.

O mundo de Atzilut possui muitos estados. É necessária grande atenção ao estudá-lo, de acordo com as mudanças nas sensações do homem durante o processo de correção. Todos os nomes da Torá têm raízes definidas no mundo de Atzilut — a origem única de tudo o que existe.

Isto inclui a governação geral e individual, as reencarnações da alma, as subidas e descidas, etc. Quando o homem estuda corretamente este material, recua sempre que começa a aprender sobre Atzilut, reconhecendo que isso está acima da sua compreensão. Isto acontece várias vezes ao longo de alguns anos, até que começa a estabelecer contacto com este vasto sistema, quando alguma forma de ligação com o mundo de Atzilut se manifesta dentro dele.

Os desejos mais puros elevam-se durante a primeira ascensão, enquanto os mais obscuros e egoístas descem, criando uma separação entre os desejos corrigidos e os não corrigidos, tanto no homem como nos mundos. O vazio que se forma entre eles chama-se “Tehum Shabbat”. No nosso mundo, isto é simbolizado pela distância que um homem pode afastar-se da muralha de uma cidade sem violar as leis do Shabbat.

O homem não tem permissão para sair do “domínio do Um” para o “domínio dos muitos”. O “domínio do Um” (Reshut haYachid) é um estado em que todos os pensamentos, desejos e orações do homem se dirigem ao Criador, quando ele O justifica constantemente e percebe todos os Seus actos como os do “Bom que faz o Bem” (Tov ve Meitiv). Estes desejos estão totalmente corrigidos e encontram-se no mundo de Atzilut.

O homem possui também desejos que ainda não foram corrigidos. Ele ainda hesita: será que o Criador governa tudo ou não? E, se governa, será essa governação boa ou má? Talvez a sociedade, o chefe, a esposa ou os filhos sejam os culpados por todos os seus problemas. Estas aspirações e pensamentos diversos chamam-se “o domínio dos muitos” (Reshut haRabim). Estes desejos situam-se abaixo do Chazeh de Yetzira até ao Sium. No total, constituem 14 Sefirot e chamam-se Mador haKlipot.

Após as ascensões de Shabbat, a secção desde a Parsa de Atzilut até ao Mador haKlipot é um espaço vazio composto por 16 Sefirot. Estas dividem-se em duas partes: a primeira consiste nas seis Sefirot superiores do mundo de Beria; a segunda, nas 10 Sefirot desde o Chazeh de Beria até ao Chazeh de Yetzira. As seis primeiras Sefirot do mundo de Beria chamam-se “Iburo shel Yir” (a concepção de uma cidade). Isto pode ser comparado a uma mulher grávida, cujo ventre lhe pertence, mas que se projeta devido à presença de um corpo estranho. Por um lado, ainda lhe está ligado; por outro, pode ser considerado uma entidade separada.

Este estado chama-se Ibur: ainda relacionado com o superior, mas também com uma nova Criação.

O mundo de Atzilut, o domínio do Criador, chama-se “cidade”. Nos seus pensamentos, o homem pode sair dos limites da cidade (embora não para além do Chazeh de Beria) sem cometer transgressão. Esta secção adicional (Iburo shel Yir) corresponde às 70 Amah (uma Amah é a distância do pulso ao cotovelo, isto é, sete Sefirot: HaBaD HaGaT) a partir do Chazeh. Continua a pertencer à cidade, embora esteja fora das suas muralhas.

No final das 70 Amah, desde o Chazeh de Yetzira até ao Chazeh de Beria, estende-se uma área adicional de 2000 Amah. Estas são 10 Sefirot chamadas “Tehum Shabbat”. O homem pode entrar nestas 2000 Amah sem corromper a sua unidade com o Criador, chamada Shabbat, porque não existem aí desejos impuros. Tal é a força da iluminação do Shabbat: permite que o homem, estando no mundo de Atzilut, desça até esse nível sem perder a ligação com o Criador. Assim, as 16 Sefirot superiores dos mundos de BYA continuam a ser vasos de doação; por isso, o homem pode estar nelas sem sair dos limites de Atzilut.

Examinámos as duas ascensões dos mundos de BYA e de Adam haRishon a Atzilut (primeiro seis Sefirot, depois mais dez), que ocorreram na véspera do Shabbat. Dezasseis Sefirot vazias encontram-se neste estado abaixo do mundo de Atzilut até ao Chazeh de Yetzira. Continuam a ser consideradas vasos de doação; por isso, as suas propriedades são muito próximas das de Atzilut.

Como foi referido, os mundos de BYA foram criados a partir dos vasos estilhaçados do mundo de Nikudim que caíram sob a Parsa e se misturaram. Isto originou quatro tipos: vasos de doação, vasos de recepção, vasos de recepção misturados com vasos de doação e vasos de doação misturados com vasos de recepção. Primeiro, o Partzuf SAG seleciona os vasos de doação entre todos os fragmentos estilhaçados. Estes formam o mundo de Atzilut, composto exclusivamente por GE, que mesmo antes do estilhaçamento se encontravam no mundo de Nikudim como GE de ZON. O ZON de Atzilut corresponde ao ZON de Nikudim.

Três tipos de vasos permanecem sem uso:
– os vasos egoístas de recepção. SAG separa-os, põe-nos de lado e não trabalha com eles. Este é o Lev haEven; nenhuma intenção altruísta o pode corrigir até ao Gmar Tikkun;
– os vasos de doação que caíram nos vasos de recepção e não podem ser separados deles. Estes são os mundos de BYA, semelhantes a uma estreita faixa altruísta e luminosa dentro de uma massa de desejos egoístas;
– os vasos de recepção incluídos nos vasos de doação. Estes chamam-se “AHP de Aliyah” do mundo de Atzilut. Com a sua ajuda, pode-se receber Ohr Hochma, para além de Ohr Hassadim, em Atzilut, permitindo-lhe assim receber Gadlut. Deste modo, compreendemos o que pode ser recebido a partir dos quatro tipos de vasos estilhaçados de ZON de Nikudim.

Quando a alma de Adam se estilhaça, formam-se mais quatro tipos de vasos estilhaçados. Já não se encontram nos mundos de BYA, mas caem para o nosso mundo, sob o Sium de Galgalta. Todas estes estilhaçamentos conduzem ao facto de existirem raízes de desejos altruístas (AHP de Elion) dentro de GE de Tachton (o Partzuf inferior). Assim, torna-se possível corrigir os vasos.

Agora, se o homem começa a estudar num grupo adequado, orientado por um verdadeiro Professor, atrai a influência da Luz Circundante (Ohr Makif), que purifica gradualmente os fragmentos de GE dentro dos seus vasos egoístas. No seu interior, o homem constrói o seu próprio mundo de Atzilut com a ajuda dos vasos de GE corrigidos. Em cada nível, o Lev haEven é posto de lado e não é utilizado.

Deste modo, verifica-se que o homem reflecte tudo aquilo que aparentemente acontece fora dele, ou seja, os mundos de AK e de BYA. À medida que corrige os seus vasos, o homem recebe a luz de AKABYA. Ao completar a sua correcção, torna-se equivalente à distância entre o ponto médio do nosso mundo e o Mundo do Infinito, ou seja, iguala a dimensão de Galgalta, e todos os fragmentos corrigidos (todas as almas humanas) preenchem completamente toda a Malchut do Mundo do Infinito com a luz.

151) Agora esclareçamos a quarta definição – o nível dos Mochin nos mundos de BYA e o lugar da queda destes mundos depois do pecado de Adam haRishon. É sabido que, devido ao dano causado pelo pecado de Adam, as Mochin desapareceram completamente destes mundos, ou seja, toda a luz adicional que os mundos receberam durante as duas ascensões na véspera de Shabbat.

Além disso, o ZON de Atzilut regressou ao estado de VAK e Nekuda.
Isto significa que agora, no que diz respeito aos vasos, o ZA volta a ter apenas as seis Sefirot superiores, HaBaD e HaGaT, preenchidas pelas seis luzes “inferiores”, HaGaT NHY (relação inversa entre as luzes e os vasos). Agora, a Malchut de Atzilut possui apenas uma Sefira – Keter – com a Ohr Nefesh sob a Parsa.

Os mundos de BYA estão agora preenchidos apenas com a luz que possuíam no momento do seu nascimento. Encontram-se no estado de VAK (ZA). Além disso, desceram abaixo da Parsa para o lugar dos mundos de BYA, preparado para eles após a TB. Agora, as quatro últimas Sefirot do mundo de Yetzirah e todas as dez Sefirot do mundo de Assiya encontram-se no lugar das catorze Sefirot do Mador haKlipot.

Os mundos de BYA estão agora preenchidos apenas com a luz que tinham tido no momento do seu nascimento. Encontram-se no estado de Vak (ZA). Além disso, caíram sob a Parsa para o lugar dos mundos de BYA, preparado para eles depois de Tzimtzum Bet [Segunda Restrição]. Agora, as quatro últimas Sefirot do mundo de Yetzira e todas as dez Sefirot do mundo de Assiya estão no lugar das catorze Sefirot de Mador haKlipot.

152) A quinta particularidade dos mundos de BYA consiste no facto de que, durante a queda, receberam os Mochin de Ima. Quando os mundos de BYA saíram de Atzilut e caíram sob a Parsa, estavam no nível de Vak. Então YESHSUT de Atzilut revestiu-se sobre ZON de Atzilut, fez um Zivug sobre o Reshimo de Hitlabshut em ZON e transmitiu a luz de Neshama aos mundos de BYA. Assim, o mundo de Beria recebeu dele 10 Sefirot completas no nível de Bina, o mundo de Yetzira – Vak de Bina, e o mundo de Assiya – apenas Behina Achor be Achor, ou seja, um ponto de Malchut de Bina.

153) A sexta particularidade é o nível de Neshama le Neshama (Haya) alcançado pelos mundos de BYA a partir dos cinco Partzufim de Achoraim do mundo de Atzilut. Isto aconteceu porque, durante a diminuição da Lua (Miut haYareach), ou seja, Malchut de Atzilut, nove das suas Sefirot inferiores que formam o “Partzuf de Achor de Nukvah” caíram sob a Parsa e revestiram-se sobre os Partzufim de BYA, o que incluiu três estádios: Ibur, Yenika e Mochin. A Behina Mochin (estado adulto) caiu no mundo de Beria, a Behina Yenika caiu em Yetzira e a Behina Ibur caiu em Assiya. Assim, todos os mundos de BYA receberam a Behina Neshama le Neshama.

O ZA constrói a Malchut e doa-lhe toda a força. O estado final e último ocorre quando o ZA e a Malchut se tornam iguais e estabelecem contacto pleno um com o outro. Então, a Malchut recebe do ZA sem restrição, ao mesmo tempo que sente prazer em lhe conceder deleite.

Este estado final é chamado Zivug de ZON Panim be Panim. A Malchut desejou alcançá-lo já no quarto dia da Criação. Ansiosa por receber a luz de Biná, a Malchut elevou-se ao ZA, mas descobriu que os seus vasos estavam defeituosos; por isso, em vez de luz, recebeu escuridão total.

A escuridão é a Ohr Hochma não revestida na Ohr Hassadim. Por conseguinte, a Malchut começa a queixar-se de que os dois Partzufim não podem receber a luz da mesma origem. ZA possui tanto Ohr Hassadim como Ohr Hochma. A Malchut, porém, não possui Ohr Hassadim; necessita de corrigir os seus vasos, as suas intenções.

A única saída deste estado é contrair-se até um ponto (uma Sefira), assumir a sua medida natural e começar gradualmente a corrigir os seus vasos, isto é, adquirir um Masach. A diminuição da Malchut é chamada Kitrug haYareach, isto é, a queixa da Lua (Malchut) por não poder brilhar como o Sol (ZA). Ela tem de se reduzir a um ponto e depois começar a crescer de forma sistemática, até atingir o estado último. Ainda assim, não poderá brilhar como o Sol; ou seja, em qualquer caso, a Malchut receberá a luz de ZA.

154) A sétima particularidade é a Sefira Keter de Nukvah de Atzilut, absolutamente inalcançável pelos mundos de BYA, mas que emana uma iluminação ténue de Ohr Yechida sobre eles. Como se verificou, durante a diminuição da Lua, as Behinot Ibur, Yenika e Mochin da parte posterior de Nukvah de Atzilut caíram sob a Parsa e revestiram-se sobre os mundos de BYA. Os NHY chamam-se Ibur, HGT – Yenika e HaBaD – as Mochin.

No entanto, os Achoraim de Keter de Nukvah transformam-se em Atik em relação aos Partzufim de BYA e são inalcançáveis. A luz que brilha em BYA é apenas uma iluminação ténue, em comparação com o que era antes da "Queda" (pecado). Os mundos recebem Ohr Nefesh do Ibur, Ohr Ruach – da Yenika e Ohr Neshama – das Mochin de Ima. A Neshama le Neshama (a Ohr Haya) é recebida das nove Sefirot inferiores de Nukvah e a Behina Yechida – dos Achoraim de Keter de Nukvah de Atzilut (o ponto de Malchut de Atzilut).

Já referimos que, no quarto dia da Criação, ocorreu a chamada diminuição lunar. A Malchut de Atzilut deseja ser como o ZA de Atzilut, e por isso eleva-se a Bina, mas não consegue receber a mesma luz que ZA recebe, pois não possui nem a intenção de receber em benefício do Criador, nem o Masach para resistir aos desejos egoístas.

Só ao receber a Ohr Hassadim, que se revestiria sobre a Ohr Hochma e a conteria, poderá adquirir as propriedades do ZA. Por isso, Bina recusa receber a Ohr Hochma. Em vez da Ohr Hochma, a Malchut sentiu escuridão. Isto acontece quando existem desejos sem as intenções adequadas.

Na nossa realidade, não sentimos nem escuridão nem luz. Não conseguimos sentir o estado preliminar de escuridão por falta do desejo necessário de receber prazer, mesmo para nosso próprio benefício. Quando o enorme desejo adquirido por deleite espiritual se tornar tão absorvente como um grande amor, descobriremos em nós a intenção de receber a luz em benefício do Criador.

Como isso pode ser feito? Bina aconselha a Malchut a diminuir-se. A Malchut contrai-se num ponto e começa gradualmente a adquirir um Masach através das três fases: Ibur, Yenika e Mochin.