E Elevação de MAN e a Gadlut do Mundo de Nikudim
79) Agora aprenderemos sobre as dez Sefirot de Gadlut de Nikudim que surgiram sobre MAN a partir dos Reshimot de ZON de AK abaixo do Tabur. Até agora não falámos sobre a Elevação de MAN. Discutimos a subida do Masach de Guf desde o Tabur até ao Peh de Rosh do Partzuf superior, e um Zivug de Haka’a no Rosh que foi feito sobre os Reshimot incluídos no Masach, o que levou à formação das dez Sefirot do Partzuf inferior. Agora falemos sobre a luz que se elevou desde a parte inferior do Tabur de AK até ao Rosh de SAG, ou seja, sobre os Reshimot do ZON de Guf do mundo de AK que são chamados “Mey Nukvin” (elevação das águas femininas) ou “Aliyat MAN”.
“Aliyat MAN” é a elevação do desejo, um pedido do objeto espiritual inferior ao superior para realizar um Zivug de Haka’a. Malchut pede a Bina (a alma volta-se para o Criador) para preencher o seu vazio, para corrigir a sua propriedade de receção, para tornar Malchut semelhante a Ele, o Criador, o “desejo de dar”. Por que se chama águas femininas? É um pedido pela luz de Hassadim, o desejo altruísta.
Malchut tinha as 10 Sefirot completamente preenchidas com a luz no Mundo do Infinito. Desejando ser como o Criador, expulsou as 10 Sefirot, ou seja, não quis senti-las. No entanto, elas não deixaram de existir por causa disso. Malchut escolhe sentir prazer delas ou não, mas a sua natureza permanece inalterada.
Após a TA [Primeira Restrição], o Rosh, o Toch e o Sof são criados em Malchut; ela começa a calcular quanta luz pode receber em benefício do Criador. O Partzuf formado consiste em três partes; cada parte contém dez Sefirot. O Sof surgiu porque Malchut começou a calcular as suas possibilidades e compreendeu que nem todas coincidem com os seus desejos, que apenas pode preencher com luz 20% dos seus desejos de receber em benefício do Criador. 80% dos desejos não podem ser preenchidos, então Malchut restringe-os – cria o Sof e deixa-o vazio.
Será assim até ao Gmar Tikkun, quando todos os 100% dos desejos em benefício do Criador forem preenchidos com a Sua luz. Então, não haverá necessidade de Rosh ou de cálculos. Malchut poderá receber toda a luz do Criador sem qualquer teste prévio das suas próprias forças. Não haverá desejos não corrigidos. O anjo da morte transformar-se-á no anjo da santidade. Apenas o Toch permanecerá.
Contudo, no processo de correção, os cálculos são essenciais. As restrições podem ser quantitativas (Galgalta, AB e SAG) quando a luz é recebida (embora apenas uma certa quantidade, de acordo com as leis da TA [Primeira Restrição]) em cada uma das dez Sefirot, e qualitativas quando nem todas as dez Sefirot são preenchidas com a luz, mas apenas algumas, dependendo das suas propriedades.
Essa divisão qualitativa ocorreu após a Tzimtzum Bet [Segunda Restrição], o estado em que apenas os pequenos desejos (de doação) são preenchidos. Por outro lado, Katnut é o estado em que os grandes desejos não são trabalhados. As luzes que preenchem apenas os pequenos desejos chamam-se Nefesh e Ruach. Neste estado, a criação sente apenas duas Sefirot e meia das suas dez e não trabalha com as restantes. Se a criação ganhar forças adicionais e puder ativar as Sefirot restantes para receber em benefício do Criador, entra no estado de Gadlut.
Agora examinamos, de acordo com as leis da Tzimtzum Bet [Segunda Restrição], a transição de Katnut para Gadlut. No decurso do nosso avanço de um nível para outro, os dois estados alternar-se-ão sucessivamente. Assim que entrarmos na realidade espiritual, subirmos o seu primeiro nível, passaremos gradualmente de Katnut para Gadlut. Então, o AHP do nível superior imediatamente nos baixará ao estado de Katnut, mas já do seu próprio nível superior, no qual teremos de alcançar novamente Gadlut para descer ao Katnut do novo nível, e assim por diante.
Todos os 6000 níveis descendentes são construídos de modo que o AHP do nível superior está dentro do GE do inferior, e está revestido sobre ele. Assim, todos os níveis se encadeiam, formando uma escada (Sulam) desde o ponto mais baixo da criação até à sua perfeição – o Criador. Graças a esta conexão estreita entre o AHP e o GE, cada alma pode ascender, subindo de nível em nível até à Correção Final. Esse avanço pode ser comparado, de forma aproximada, à peristalse dos intestinos, que empurra o alimento digerido para a frente através da contração dos músculos.
Qualquer nível superior é considerado interno em relação ao inferior, uma vez que está mais próximo do Criador; tem um Masach [Tela] mais poderoso e desejos maiores sob o Masach [Tela]. Portanto, os níveis tornam-se mais amplos à medida que descem, assemelhando-se a uma pirâmide.
80) Devem saber que ZA e Bina das 10 Sefirot de Ohr Yashar (our seja, antes de Malchut de Ein Sof) são a origem da elevação de MAN. Foi isto que aconteceu com elas aí: Bina, que é Ohr Hassadim e a Behina Bet, deu origem a Tifferet (ou ZA, a Behina Gimel) e uniu-se novamente com a Behina Hochma para pedir que a Ohr Hochma passasse a ZA, que consiste em Ohr Hassadim e em alguma iluminação de Ohr Hochma.
Desta forma estabeleceu-se o contacto entre ZA e Bina. Cada vez que os Reshimot de ZA se elevam até Bina, esta adere a Hochma e atrai uma pequena quantidade de Ohr Hochma para ZA. Tal subida de ZA até Bina, e a ligação de Bina com Hochma, chama-se elevação de MAN. Sem esta acção, a Bina em si própria não tem necessidade de Ohr Hochma. A sua essência é a Ohr Hassadim e encontra-se sempre em posição Achor be Achor (costas com costas) com Hochma.
Apenas o pedido de ZA incita Bina a receber a Ohr Hochma para lho transmitir e a transforma em Nukva; por isso, esta subida é chamada “águas femininas” (ou seja, a Sefira receptora) em relação a Hochma e altera a sua posição de costas com costas para face a face (Panim be Panim).
Todas as nossas correções, orações, durante os 6000 anos são feitas com a ajuda da elevação do MAN. Nós (as almas) somos partes de uma Malchut geral. O nosso pedido de correção desperta Malchut, que sobe a Bina, força-a a receber a Ohr Hochma e passá-la através de ZA de volta a Malchut, que, por sua vez, a transfere para as almas. Esta cadeia sobe como um apelo por ajuda (elevação do MAN) a partir da direção de Nukva e depois desce como a Ohr Hochma (águas masculinas). Aqui residem todas as nossas oportunidades para iluminação espiritual, exaltação e revelação do Criador. Gradualmente, temos de esclarecer estes dois princípios.
Estamos agora a aproximar-nos do material que se relaciona diretamente connosco, as nossas almas. Primeiro, parecerá difícil, confuso, mas precisa de ser dominado; com o tempo, entrará nas nossas sensações.
81) Já sabemos que AB é o Partzuf Hochma e SAG é o Partzuf Bina. São definidos segundo a sua propriedade mais elevada. AB possui a Aviut Gimel; por isso se chama Hochma. SAG possui Aviut Bet, chamada Bina. Quando os Reshimot ZON de Guf (ZA e Malchut) sobem desde a parte abaixo do Tabur até ao Rosh de SAG (Bina), este processo chama-se elevação de MAN a SAG. Aí realiza-se um Zivug entre SAG e AB (entre Bina e Hochma), que resulta na transferência de Ohr Hochma de AB para SAG.
Depois de os ZON receberem a “nova luz”, descem novamente sob o Tabur para iluminar as 10 Sefirot do mundo de Nikudim, o que leva ao surgimento das 10 Sefirot de Gadlut de Nikudim. Porém, mais adiante verificaremos que precisamente estas 10 Sefirot contribuíram para o estilhaçamento dos vasos.
O Criador criou apenas o “desejo de receber” deleite. A quantidade de luz que preenche cada um desses desejos determina a essência do Partzuf. Todas as Sefirot de cada Partzuf possuem qualidades que correspondem à sua essência. Por exemplo, as 10 Sefirot do Partzuf AB são governadas pela sua propriedade mais elevada de Hochma. Keter em AB tem a propriedade de Hochma, assim como Hochma de AB, etc. No Partzuf SAG (Bina), a Sefira mais elevada, Keter, já tem a propriedade de Bina, e não Hochma, como em AB.
Os Reshimot que as Nekudot de SAG receberam do NHYM de Galgalta (ZA) exigem Ohr Hochma, que SAG (Bina) não possui. Portanto, SAG volta-se para AB, recebe Ohr Hochma e faz um Zivug sobre ela. De acordo com a exigência dos Reshimot Dalet/Gimel do NHYM de Galgalta, a luz deste Zivug deve expandir-se do Tabur ao ponto mais baixo (a lei do TA). Daqui, o mundo de Nikudim recebe Gadlut ao adicionar o AHP a si próprio, ou seja, agora consiste em 10 Sefirot completas e usa todos os seus desejos.
O Tzimtzum Bet representa o estado em que se pode apenas observar passivamente, recusando receber qualquer coisa. Se conseguir manter-se nesse estado sem usar os seus vasos de receção, então está em Katnut. Isso significa que trabalha apenas com os vasos de doação. Neste estado, está de certa forma conectado com o Criador, uma vez que Ele também não recebe nada. Assim, essas duas dez Sefirot são preenchidas com Ohr Hassadim.
Galgalta e AB receberam ao doar ao Criador. SAG já não podia receber, apenas dava, ou, melhor, podia existir passivamente no espaço espiritual. As Nekudot de SAG, sendo parte de SAG, também existem passivamente e não querem receber nada. No entanto, quando um prazer maior do que o seu Masach [Tela] (os Reshimot Bet/Bet) pode suportar (os Reshimot Gimel/Bet) cruza o seu caminho, elas capturam esse desejo, sendo incapazes de resistir.
Qualquer Partzuf é egoísta, mas o Masach [Tela] que resiste ao egoísmo protege o Partzuf de receber para si próprio, pela força que possui. Quando o Partzuf encontra o deleite Dalet/Gimel, o Masach [Tela] perde instantaneamente a sua força e não tem outra opção senão tornar-se escravo dos seus próprios desejos e submeter-se a eles.
A diferença entre Katnut e Gadlut reside no facto de que, no estado de Katnut, o Partzuf ativa apenas metade dos seus Kelim (GE), e correspondentemente, se os Kelim Netzah-Hod-Yesod (o AHP) estão ausentes, então o Gar das luzes também está ausente. Mesmo que não tivesse havido Tzimtzum Bet [Segunda Restrição] e um Zivug na linha média, não haveria o Alef de Aviut e o Bet de Hitlabshut no nível definido como a Ohr Hassadim. Isso é chamado “Katnut”.
A Aviut Gimel é usada em Gadlut, que é definida como o Kli para a Ohr Hochma. Neste caso, o Tzimtzum Bet [Segunda Restrição] é cancelado, uma vez que permite apenas o uso dos Kelim de doação. Ou seja, Gadlut significa estar preenchido com Ohr Hochma.
As partes puras (claras) do Kli são chamadas Panim, ou seja, os Kelim de Ashpa’a, os desejos de doação. O estado em que apenas esses Kelim estão presentes (onde o Masach [Tela] para usar os desejos mais egoístas (Achoraim) está indisponível) é chamado “Katnut”. No entanto, quando há um Masach [Tela] para os Kelim de Achoraim, o desejo de receber Ohr Hochma, ou seja, a Luz Interior chamada luz de Gadlut, entra no Kli.
82) Já sabemos que existem duas cabeças no mundo de Nikudim: Keter e Aba ve Ima. Quando a nova luz de Hochma (AB-SAG) proveniente do Rosh de SAG (solicitada pelos ZON de Galgalta) começa a brilhar sobre as dez Sefirot de Nikudim, entra primeiro no Rosh de Keter através do Tabur de AK. O mundo de Nikudim preenche o Rosh de Keter com a luz de Gar e eleva as Sefirot Bina e ZON (ou seja, AHP) de Keter, que até então se encontravam no Rosh de Aba ve Ima. Em seguida, a luz AB-SAG entra no Rosh de Aba ve Ima do mundo de Nikudim através de Yesod de AK, preenche-os com a luz de Gar e eleva as Sefirot Bina e ZON de Aba ve Ima, que se encontravam no Gar de Guf. Assim, ambas as cabeças, Keter e Aba ve Ima, entram no estado de Gadlut.
Vemos que o pedido que sobe de ZON, o apelo da criação ao Criador para obter força para receber a luz em benefício Dele, aparece pela primeira vez após o Tzimtzum Bet [Segunda Restrição]. Adiante, observaremos os pedidos constantes do Partzuf inferior ao superior; veremos essa conexão que permite que eles sejam incorporados em todo o sistema do Universo, tornem-se semelhantes a ele e tornem-se parceiros permanentes com ele.
Na espiritualidade, um desejo é considerado existente se pode ser usado em benefício do Criador, ou seja, para dar. Se tal intenção estiver ausente, pode-se dizer que o desejo é inexistente, uma vez que é suprimido pelo Partzuf. Qualquer Partzuf consiste em 10 Sefirot, 10 desejos, mas se trabalha apenas com um deles, então, de facto, apenas esse desejo particular existe. Os restantes não existem, porque não participam na receção.
Em Gadlut, os desejos Netzah, Hod, Yesod e Malchut juntam-se aos desejos Keter, Hochma, Bina, Hesed, Gvurah e Tifferet (Katnut). Esses desejos tornam-se ativos porque adquiriram o Masach [Tela] anti egoísta.
Quando a parte inferior de Tifferet, Netzah, Hod, Yesod e Malchut (AHP de cada Partzuf) estão inativas, não há uma descrição esquemática delas. Cada Partzuf do mundo de Nikudim tem apenas GE, enquanto o seu AHP (Awzen, Hotem, Peh) desce ao Partzuf inferior e está, por assim dizer, oculto dentro do seu GE, que está revestido sobre eles. Isso significa que, à medida que a luz AB-SAG preenche o GE do Partzuf superior e depois desce ao GE do inferior, a luz entra no AHP ao mesmo tempo, o que significa a equivalência das propriedades do GE do Partzuf superior com o AHP do inferior.
Esta queda temporária do AHP é necessária para puxar o GE do Partzuf inferior para cima, juntamente com a elevação do AHP do Partzuf superior ao seu lugar em Gadlut. O GE do Partzuf inferior junta-se ao AHP do superior no nível do inferior, ou seja, em Katnut. Isso acontece devido à presença em ambos da intenção de dar ao mesmo Partzuf superior. A comunhão da intenção também permanece quando ambos sobem ao nível do Partzuf superior, onde formam as 10 Sefirot completas. O Partzuf que é formado a partir do G”E do inferior e do AHP do superior é novo na criação. A sua formação depende da oração espiritual do homem, enquanto ambos os Partzufim, superior e inferior, são obra do Criador.
Assim, o Partzuf inferior pode subir a um nível superior com a ajuda do superior, que temporariamente se assemelhou (nas suas propriedades) ao inferior. As mesmas leis aplicam-se às almas. O principal é sentir o Partzuf superior dentro de si, fazer tudo ao seu alcance para estabelecer contacto e fundir-se com ele, para que, quando começar a elevar o seu AHP ligado ao teu GE, também nos eleve.
Quando o AHP do Partzuf superior desce ao GE do inferior e adere com ele, essa combinação ocorre apenas do ponto de vista do Partzuf superior. Agora, o Partzuf inferior tem de se esforçar para aderir com ele, preferindo o contacto com o Criador, apesar do vazio que sente no AHP do Partzuf superior. Além disso, quando o Partzuf superior começa a preencher o seu AHP com a luz, elevando-o, o inferior deve agarrar-se a este AHP, não pelo deleite que agora sente nele, mas pelo desejo de aderir com ele, tornar-se semelhante a ele.
Podemos vê-lo no exemplo da entrega da Torá. Os desejos GE no Partzuf (no homem) são aqueles que aspiram ao Criador. São chamados Israel (das palavras hebraicas “Yashar El” – “direto ao Criador”). Todo o processo do seu surgimento, correção e preenchimento é descrito na Torá. Este livro é um manual para o trabalho espiritual. Tudo o que está escrito nele acontece dentro dos desejos do homem, no seu coração, no ponto que representa o seu verdadeiro “eu” e anseia apenas por aderir ao Criador.
É uma grande ilusão perceber este livro como uma coleção de histórias, embora os factos históricos também tenham ocorrido, uma vez que tudo no nosso mundo é um reflexo dos mundos espirituais no coração do homem. No sopé do Monte Sinai, apenas a Torá (a luz da correção), emanada do AHP do Partzuf superior, foi concedida. Israel (GE do Partzuf inferior) ainda é incapaz de a aceitar. A Torá foi dada, mas ainda não recebida. O único desejo no coração do homem, chamado Moshe (Moisés), pode escalar o Monte Sinai, ou seja, erguer-se acima das suas dúvidas e receber a Torá lá.
Depois, esse desejo puxa (“Moshech”) Israel atrás de si. Quantas guerras, nascimentos e transformações internas devem acontecer antes que o Templo (o vaso para receber a luz da Torá) seja reconstruído. Este exemplo demonstra a diferença fundamental entre a descida do AHP do Partzuf superior ao GE do inferior e o estado em que, graças aos seus próprios esforços, o GE se funde com este AHP, para que o Partzuf superior possa preencher todos com a luz do Propósito da Criação.
83) Primeiro, vejamos o que é Gadlut, a transição causada pela expansão da nova luz (AB-SAG) nas dez Sefirot do mundo de Nikudim. Devemos assinalar que os níveis Keter e Aba ve Ima de Nikudim se encontravam no nível de VAK, uma vez que a sua Aviut era Alef. No entanto, dissemos anteriormente que, durante a descida das Nekudot de SAG abaixo do Tabur, elas se misturaram com Dalet/Gimel dos NHYM de Galgalta, o que significa que o Masach que subiu até ao Peh de Rosh possui o Reshimo Dalet. Portanto, após tal Zivug no Rosh de SAG, deveriam ter surgido ali dez Sefirot de Nikudim do nível de Keter com a luz de Yechida, e não o VAK de Bina.
O facto é que, devido à inclusão da Behina Dalet na Bina de Nikvey Eynaim, a Behina Dalet não participa no Zivug; ela, por assim dizer, desaparece em relação a Bina. Para além disso, o Zivug não se realizou no Peh de SAG, mas elevou-se mais alto, até aos Nikvey Eynaim. Aqui ocorreu a Tzimtzum Bet [Segunda Restrição] sobre Bet de Hitlabshut e Alef de Aviut, que é a essência do Masach de Bina. Deste Zivug surgiram dois níveis: o VAK de Bina (Bet de Hitlabshut) e o VAK completo (Alef de Aviut, o nível de ZA).
84) Agora, depois de os ZON de AK, que se posicionaram sob o Tabur, terem atraído a nova luz proveniente de AB-SAG através da elevação de MAN, esta luz brilhou sobre o Rosh de Nikudim e cancelou a Tzimtzum Bet [Segunda Restrição] por falta de qualquer ligação entre o Partzuf AB e a Tzimtzum Bet [Segunda Restrição] (que teve origem na Tzimtzum Alef [Primeira Restrição]). A Behina Dalet de AK sob o Tabur, que subira até aos Nikvey Eynaim após a Tzimtzum Bet [Segunda Restrição], regressou agora ao Peh de Rosh, como na Tzimtzum Alef [Primeira Restrição].
Por conseguinte, os vasos AHP no Rosh de SAG, que tinham descido do lugar abaixo do Masach [Tela] devido à Tzimtzum Bet [Segunda Restrição], subiram novamente e ocuparam a sua posição anterior sob os vasos de GE, enquanto o lugar do Zivug desceu dos Nikvey Eynaim para o Peh de Rosh, Behina Dalet. O regresso da Behina Dalet ao seu lugar levou ao surgimento do Partzuf do nível de Keter com a luz de Yechida. Assim, com a ajuda da nova luz, o Partzuf ganhou mais três tipos de luz de Hochma: Neshama, Haya e Yechida, e os vasos Bina e ZON que lhe faltavam no estado de Katnut.
A tarefa principal consiste em preencher completamente Malchut do Mundo do Infinito com a luz. Malchut representa a Galgalta. Se fosse preenchida com a luz desde o Peh até ao Tabur e do Tabur para baixo até ao Sium, chegaria a Correção Final. No entanto, segundo a lei da TA [Primeira Restrição], até agora só pode ser preenchida uma parte de Malchut, desde o Peh até ao Tabur. Preencher Malchut com a luz do Tabur até ao Sium, com a ajuda da TA [Primeira Restrição], é simplesmente impossível mediante um Zivug de Haka’a comum. Nem Galgalta, nem o AB, nem qualquer dos Partzufim subsequentes, cujo Masach [Tela] fosse ainda mais fraco do que o da Galgalta, o conseguiram fazer.
O único caminho é de alguma forma assemelhar as propriedades de Malchut às de Bina, misturar os vasos egoístas de NHYM de Galgalta com os vasos altruístas do SAG (Bina), receber as suas propriedades altruístas e começar gradualmente a preencher os vasos corrigidos com a luz.
Sendo o Partzuf intermédio entre Bina (o SAG) e ZA (o MA, o mundo de Nikudim), os Nekudot de SAG possuem, por um lado, as propriedades de Bina; por outro lado, possuem Aviut Alef. Por isso, têm também as propriedades de ZA ou, melhor dizendo, VAK, sendo portanto algo semelhantes aos NHYM de Galgalta (ZA). É por isso que precisamente o Partzuf Nekudot de SAG se revela útil para alcançar esse objetivo – preencher Malchut do Mundo do Infinito com a luz abaixo do Tabur. Desceu abaixo do Tabur e preencheu os NHYM de Galgalta com a Ohr Hassadim.
Depois, como já sabemos, ao ativar-se na parte inferior dos Nekudot de SAG o “desejo de receber” para benefício próprio, entrou em ação o Tzimtzum Alef [Primeira Restrição]. Malchut elevou-se imediatamente a Tifferet (Bina do Guf) e restringiu a receção da luz nos dois terços inferiores e nos NHY. Esta nova restrição recebeu o nome de Tzimtzum Bet e dividiu cada nível em Gar e Zat, GE e AHP.
O resultado da Tzimtzum Bet [Segunda Restrição] é que todas as propriedades se misturam. O SAG adquire propriedades egoístas e Malchut adquire vasos altruístas. Esta mistura geral de propriedades constitui o mundo de Nikudim em Katnut, o que significa que agora só podem ser utilizados os desejos altruístas (GE). De facto, o mundo de Nikudim também é constituído por dez Sefirot, mas de todos esses dez desejos só pode utilizar os altruístas; por isso se diz que tem apenas GE.
Após o surgimento do mundo de Nikudim no estado de Katnut (o Masach [Tela] encontra-se nos Nikvey Eynaim, as Reshimot Bet/Alef), o seu ZON eleva MAN sobre as Reshimot Dalet/Gimel pedindo o preenchimento dos seus desejos. Para receber a Ohr Hochma e transmiti-la ao ZON, o SAG recorre ao AB, pois o AB possui um Masach [Tela] suficientemente forte para trabalhar com as Reshimot Dalet/Gimel.
A luz AB-SAG passa através do Tabur até ao Rosh de Keter e ao Rosh de Aba ve Ima do mundo de Nikudim, impondo as suas propriedades. Anula o Tzimtzum Bet [Segunda Restrição], eleva o AHP a GE no Rosh de Keter e de Aba ve Ima e, em seguida, fá-los entrar no estado de Gadlut. A luz corrige e preenche os vasos. A correção das nossas almas ocorrerá de forma semelhante, com a ajuda da elevação de MAN. Neste processo há apenas três componentes: o “desejo de receber” egoísta criado pelo Criador, o Masach [Tela] e a luz.
Malchut do Mundo do Infinito move-se lentamente ao longo de todo o processo de transição do primeiro estado (estar completamente preenchida com a luz) para o terceiro estado (o Gmar Tikkun) durante 6000 anos ou níveis. Este processo representa a segunda etapa da correção gradual dos vasos, preenchendo-os com porções de luz. A Cabala é uma ciência prática que se ocupa do preenchimento dos desejos com a luz. Tal como as outras ciências, possui o seu instrumento especial chamado Masach [Tela] e os métodos para o construir, os chamados “Birur” (análise) e “Tikkun” (correção). O Masach [Tela] não é apenas um instrumento ou o vaso a ser preenchido; contém também as Reshimot – a informação sobre o estado anterior.
Nunca antes tínhamos ouvido falar da luz adicional que chega e permite ao vaso transformar-se a si próprio. O Partzuf no estado de Katnut, preenchido com a Ohr Hassadim, é incapaz de mudar algo por si próprio ou de gerar um novo estado. Só o pode fazer com a Ohr Hochma.
A Galgalta acima do Tabur esgotou todas as suas Reshimot devido aos Zivugim, dos quais surgiram os cinco Partzufim do mundo de AK. Agora, o mundo de Nikudim em Katnut encontra-se abaixo do Tabur, juntamente com as Reshimot Dalet/Gimel sobre quatro desejos não utilizados após a Tzimtzum Bet [Segunda Restrição]. Estes vasos desejam receber a luz, pois sentem que os seus desejos não estão preenchidos. Exigem a Ohr Hochma do Partzuf superior. No entanto, o vaso deve adquirir um Masach [Tela] com poder suficiente para resistir aos seus desejos egoístas, ou seja, a intenção de receber em benefício do Criador.
Para corrigir os vasos do mundo de Nikudim, o SAG recorre ao AB, recebe dele a Ohr Hochma e transmite depois a luz combinada Hochma-Hassadim (AB-SAG) a Nikudim. Esta luz não é prazer; é a luz de correção, o que significa que permite até aos vasos egoístas receber em benefício do Criador.
Como pode tal luz entrar nos vasos egoístas quando está em vigor a lei da TA [Primeira Restrição], que proíbe a luz de entrar no Kli sem Masach? A luz AB-SAG age da seguinte maneira: permite ao vaso ver à distância a grandeza do Criador. Esta sensação da importância da espiritualidade permite ao vaso agir de forma altruísta.
A Ohr AB-SAG é um tipo muito específico de luz, que discutiremos mais adiante. Não possuindo Ohr Hochma, o SAG recorre ao AB. A Ohr AB-SAG é a luz que corrige a criação. Para ser corrigido, é necessário saber o que é a correção, o que significa estar preenchido de sabedoria e conhecimento. A luz AB-SAG contém toda essa informação. Tanto a luz de AB como a de SAG são necessárias para mostrar ao Partzuf inferior toda a diversidade da realização espiritual.
A partir do estado de vazio completo, realizando cada nova ação em benefício do Criador, Malchut do Mundo do Infinito acumula cada vez mais propriedades altruístas. São esses os Partzufim Galgalta, AB e SAG. Aparentemente, deveria aproximar-se cada vez mais do Criador. O nascimento de cada novo Partzuf é como a manifestação de uma nova propriedade altruísta de Malchut. Contudo, na realidade, cada nova ação afasta Malchut do Criador.
Talvez se aproxime e não se afaste? Por um lado, quanto mais distante estiver o Partzuf do Criador, mais independente se torna. Por outro lado, aí reside a sua fraqueza: perde o contacto com o Criador e sente menos o poder da Sua luz.
Toda a ação no mundo espiritual é ou perfeita ou deve aproximar-se da perfeição. Agora Malchut realiza o objetivo do Criador: estar completamente preenchida com a Sua luz. Por isso, cada nova ação deve aproximá-la desse objetivo e ser melhor do que a anterior. As propriedades dos vasos revelam-se cada vez mais. Malchut afasta-se do Criador, mas, do ponto de vista do seu autoconhecimento, é um processo muito positivo. No entanto, só é possível conhecer-se a si próprio com a ajuda da luz poderosa, enquanto cada Partzuf subsequente contém cada vez menos dela.
Um fenómeno só pode ser corretamente examinado resumindo todas as ações. Tudo deve ser visto do ponto de vista da criação, ou seja, de Malchut do Mundo do Infinito. Primeiro, transformando-se em novos mundos e Partzufim, afasta-se cada vez mais do Criador. Depois, ao chegar ao ponto do nosso mundo e transformar-se na alma humana, começa a ascender, sendo a iniciadora de todas as ações. As ações realizadas do Alto referem-se exclusivamente ao Criador.
85) Esclarecemos o significado de Katnut e Gadlut do mundo de Nikudim, onde o Tzimtzum Bet [Segunda Restrição] elevou Malchut até aos Nikvey Eynaim e a ocultou aí. Isto provocou o surgimento do mundo de Nikudim em Katnut. Este é o estado em que os vasos Keter, Hochma e Gar de Bina se preenchem com as luzes Nefesh e Ruach, enquanto os vasos Zat de Bina e ZON, e as luzes Neshama, Haya e Yechida estão ausentes. Depois, quando a nova luz AB-SAG do desce do mundo de AK para o mundo de Nikudim, o Tzimtzum Alef [Primeira Restrição] regressa; como resultado, os vasos Zat de Bina e ZON no Rosh uniram-se aos vasos superiores e o Masach [Tela] desceu dos Nikvey Eynaim para o Peh.
Em seguida realiza-se um Zivug sobre a Behina Dalet, que regressou à sua posição no Peh de Rosh. Isto leva à formação de dez Sefirot do nível de Keter. A partir deste momento, Tzimtzum Bet [Segunda Restrição] e Katnut definem-se como a subida de Malchut até aos Nikvey Eynaim e a queda dos AHP. O estado de Gadlut caracteriza-se pelo aparecimento da luz AB-SAG, pela descida de Malchut à sua posição anterior (como no Tzimtzum Alef [Primeira Restrição]) e pela subida dos AHP.
Como foi dito acima, GE e AHP são os nomes das 10 Sefirot KHB ZON de Rosh. As 10 Sefirot de Guf são correspondentemente chamadas HGT NHYM, as quais, por sua vez, se compõem dos seus GE (Hesed, Gevura e o terço superior de Tifferet até ao Chazeh) e dos seus AHP (os dois terços inferiores de Tifferet e NHYM).
Devem também recordar que GE (HGT até ao Chazeh) é igualmente chamado Panim (face, parte da frente), e os AHP (dois terços de Tifferet e os NHYM) são chamados Achoraim (costas, parte de trás). Não devem esquecer a divisão dos níveis após a Tzimtzum Bet [Segunda Restrição], quando apenas GE permaneceu em cada nível, enquanto os AHP caíram no GE do nível inferior, cujos AHP por sua vez caíram no GE do nível abaixo, e assim sucessivamente.