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Os Nekudot: Holam, Shuruk, Hirik

86) Devem saber que existem três tipos de Nekudot (pontos): o Rosh, o Toch e o Sof. As Nekudot superiores, posicionadas acima da letra hebraica como pontos, chamam-se Rosh, ou Holam. As Nekudot do meio, dentro das letras, como no Vav com um ponto, chamam-se Toch, ou Shuruk. As Nekudot inferiores, colocadas sob as letras, chamam-se Sof, ou Hirik.

O que significa isto no mundo espiritual? As letras são os vasos, enquanto os pontos são as luzes. Se o ponto está acima da letra, simboliza a luz que ainda não entrou no vaso, mas que está destinada a fazê-lo no futuro. Esse tipo de ponto chama-se Holam. Se o ponto está dentro do vaso, no seu Toch, chama-se Shuruk. Se o ponto saiu do vaso e está debaixo dele, chama-se Hirik.

87) As letras constituem os vasos, ou seja, as Sefirot de Guf. As dez Sefirot de Rosh chamam-se raízes dos vasos. As Nekudot são as luzes que animam estes vasos. Por isso, a Ohr Hochma é chamada luz da vida (Ohr Haya). Esta nova luz AB-SAG passa através do ZON do mundo de AK. Depois brilha sobre os vasos do mundo de Nikudim, faz descer Malchut dos Nikvey Eynaim até à Peh em cada nível e, assim, traz de volta os AHP. Como resultado, todas as luzes regressam aos seus lugares. Esta luz move os Kelim do estado de Tzimtzum Bet [Segunda Restrição] para o estado de Tzimtzum Alef [Primeira Restrição], de Katnut para Gadlut. Consequentemente, a luz AB-SAG anima e desperta os vasos ao revestir-se neles.

No Katnut de Nikudim, Aba ve Ima revestiam-se no AHP de Keter, o ZON revestia-se no AHP de Aba ve Ima e o AHP de ZON encontrava-se abaixo da Parsa. Este estado surgiu após um Zivug nos Nikvey Eynaim do Rosh de SAG. Agora, sob a influência da nova luz AB-SAG, o Masach [Tela] no Rosh de SAG desceu dos Nikvey Eynaim até ao Peh do Rosh e fez um Zivug com a Ohr Hochma de AB. Primeiro, a luz desceu ao Rosh de Keter e uniu o AHP e a luz de Gar a Keter. Esta luz permitiu ao vaso compreender o que significa o Criador. O vaso impregnou-se totalmente de altruísmo e passou a poder trabalhar com todos os seus dez desejos, realizando um Zivug de Haka’a sobre eles. Assim, o vaso passa de Katnut para Gadlut.

88) Já sabemos que o ZON do mundo de AK afectaram as dez Sefirot de Nikudim com a nova luz de duas formas: através do Tabur, brilharam sobre Keter de Nikudim, e através de Yesod – sobre Aba ve Ima de Nikudim. Devem saber que a luz que passa através do Tabur se chama Holam. Brilha apenas acima das letras em Keter, representando o nível de Zachar (essência masculina activa), ou Hitlabshut, e não pode expandir-se pelos vasos do Guf, chamados letras.

Por isso considera-se que brilha apenas acima das letras sem se expandir dentro delas. A luz que passa através de Yesod chama-se Shuruk, Vav com um ponto, o que significa que está dentro das letras e entra em Aba ve Ima, a essência feminina do Rosh de Nikudim. Esta luz também se expande no Guf, ou seja, nos Zat de Nikudim, chamados letras. Assim, a Nekudat Shuruk encontra-se dentro das letras.

Quando observamos o alfabeto hebraico da Torá, veremos que há muitos pontos dentro das letras (não apenas o Vav com ponto): por exemplo, Pey e Fey, Bet e Vet. Mem e Tav também podem ter pontos. Todas estas leis derivam das regras do mundo espiritual. Mais tarde estudaremos o alfabeto hebraico, que na verdade tem origem em Bina, ZA e Malchut do mundo de Atzilut e corresponde plenamente ao ZON e ao AHP de Aba ve Ima do mundo de Nikudim. As primeiras letras, de Alef a Tet, pertencem a Bina; as letras de Yud a Tzadik pertencem a ZA; as últimas quatro letras – Kuf, Reish, Shin e Tav – pertencem a Malchut.

Cada ponto, quer esteja acima das letras (coroas), dentro das letras ou debaixo delas, fala apenas do estado espiritual do Partzuf. Cada palavra em hebraico diz algo sobre o Universo e significa a receção de uma determinada luz espiritual no vaso. A combinação do vaso e da luz expressa-se num código chamado “palavra”. Esse código contém todas as relações entre a luz e o vaso, o Masach [Tela], a Aviut, etc.

Cada letra do alfabeto transporta uma quantidade enorme de informação na sua forma e na relação com a letra anterior. Essa informação aponta exclusivamente para ações espirituais. Quando o homem pronuncia uma palavra, expressa os seus sentimentos em cada letra; estes registam-se no Masach [Tela] e falam do nível espiritual do Partzuf.

No nosso mundo não sentimos a correspondência espiritual entre o vaso e a luz. Ao usar a linguagem, não compreendemos o significado espiritual interior das palavras que provêm da Torá e que transportam informação espiritual clara. É impossível designar algo por um nome diferente. Por exemplo, a palavra Maim, composta por duas letras Mem (uma das quais final – Sofit) e determinados pontos, expressa precisamente a essência da água; o mesmo acontece com cada palavra.

Sabemos que os cabalistas realizam certas ações com as letras. Isso não significa de modo algum que escrevam algo em pergaminho ou papel. Quando se diz que os cabalistas operam com letras, significa que realizam ações estritamente espirituais, ou seja, preenchem os seus vasos com a ajuda do Masach [Tela] e da Luz Refletida. Nenhum olho pode ver essas ações.

89) Aprendemos o significado dos pontos Holam e Shuruk. A iluminação da nova luz que passa através do Tabur, que faz descer o Masach [Tela] dos Nikvey Eynaim do Rosh de Keter até ao seu Peh e devolve os AHP de Keter ao seu nível, chama-se Nekudat Holam. A iluminação da nova luz que passa através de Yesod faz descer o Masach [Tela] dos Nikvey Eynaim de Aba ve Ima até ao Peh e devolve os seus AHP de Keter ao seu lugar. Esta luz brilha dentro das letras e chama-se Shuruk. Estes Mochin (a luz de Gar) também se expandem pelos Zat de Nikudim, chamados letras, ou seja, os vasos que recebem esta luz.

Contudo, a partir do Rosh de Aba ve Ima (chamado Rosh de Aviut, distinto do Rosh de Keter, chamado Rosh de Hitlabshut), a luz expande-se ao Guf de ZON.

90) Hirik é a nova luz recebida directamente pelos Zat de Aba ve Ima, que faz descer Malchut do Chazeh até ao Sium de AK; como resultado, os AHP de ZON regressam ao seu lugar de debaixo da Parsa. Estes AHP de ZON formaram os mundos BYA sob a Parsa. Assim, agora, sob a influência da luz de Hirik, estes mundos deveriam tornar-se semelhantes ao mundo de Atzilut.

Contudo, os ZON de Nikudim não conseguiram fazer descer Malchut do Chazeh e cancelar completamente o Tzimtzum Bet [Segunda Restrição] e a Parsa, alterando assim o lugar dos mundos BYA. No momento em que a luz se expandiu para BYA, todos os vasos dos Zat partiram, pois a lei de Malchut Mesayemet (no Chazeh) ainda estava em vigor. As luzes abandonaram instantaneamente os vasos; estes partiram-se, morreram e caíram para BYA. Os Kelim de Panim também partiram. Embora estes vasos estivessem sob a Parsa, quiseram unir-se aos AHP num único Partzuf.

Também morreram e caíram para o BYA, porque a luz desapareceu deles. Na verdade, os mundos Atzilut e BYA ainda não existiam, mas os vasos dos quais mais tarde seriam criados já existiam.

Tudo correu bem até a luz desaparecer de Keter e de Aba ve Ima. Após a luz descer abaixo da Parsa, ao AHP de ZON, ocorreu o estilhaçamento dos vasos. O G”E possuía o Masach [Tela] acima da Parsa, que podia doar tudo ao Criador, enquanto abaixo da Parsa (os vasos de receção) reinava totalmente a lei que restringia qualquer receção, embora fosse aí que se concentrava o “desejo de receber”. Quando chegou a luz AB-SAG, deu força ao vaso comum para receber toda essa luz em benefício do Criador e preencher com ela os NHY de Galgalta.

No entanto, o Rosh de Keter e Aba ve Ima não tiveram em conta que a luz AB-SAG, ao expandir-se abaixo da Parsa, despertaria o desejo egoísta nos vasos aí presentes. O facto é que a Parsa não é mantida apenas pelos dois Rosh – Keter e Aba ve Ima –, mas também pelo terceiro, o YESHSUT, que se encontra abaixo do Tabur. É precisamente esta cabeça que contém a luz AB-SAG, impedindo-a de se propagar abaixo da Parsa.

Isto é feito deliberadamente para estilhaçar todos os vasos, privá-los do Masach [Tela] e afastá-los o mais possível do Criador. No entanto, por causa disto, os vasos altruístas e egoístas misturaram-se completamente uns com os outros. Agora cada fragmento contém tanto o “desejo de doar” como o “desejo de receber”. Era exatamente esse o objetivo do estilhaçamento dos vasos.

O ZON do mundo de Nikudim incorpora toda a Malchut do Mundo do Infinito. O objetivo é preencher a sua parte abaixo da Parsa com a luz do Criador. Como pode isso ser feito? Apenas pelo método explosivo acima mencionado, quando Aba ve Ima e ZON adquirem a impressão errada de que podem receber a luz em benefício do Criador abaixo da Parsa. O ZON parece realmente começar a receber a luz em benefício do Criador, mas depois percebe que a recebe de forma egoísta.

A luz desaparece; o vaso encontra-se numa situação desesperada, em que não só as suas próprias propriedades, mas também as de GE, se tornam egoístas. Caem abaixo da Parsa e misturam-se com os vasos egoístas. Agora estes fragmentos dos vasos egoístas possuem centelhas de altruísmo. Quando a luz brilhar sobre eles, despertará as suas centelhas altruístas e corrigi-los-á.

91) Vemos que o mundo de Nikudim não estava preparado para receber a luz correspondente ao ponto de Hirik; por isso provocou o estilhaçamento dos vasos. Tal aconteceu porque quis entrar dentro das letras, ou seja, nos vasos Tifferet, Netzah, Hod, Yesod e Malchut sob a Parsa nos mundos de BYA. Posteriormente, no mundo da Correcção (Atzilut), o ponto de Hirik é corrigido e brilha abaixo das letras.

Quando os Zat do mundo de Nikudim receberam a luz de Gadlut de Aba ve Ima, que deveria fazer descer Malchut do Chazeh até ao Sium de AK e unir os vasos dos AHP com os G”E de Nikudim, a luz começou a expendir-se sob a Parsa, o que levou ao estilhaçamento dos vasos. Para que isto não voltasse a acontecer, o ponto de Hirik corrigido no mundo de Atzilut eleva Tifferet, Netzah, Hod, Yesod e Malchut de sob a Parsa (os mundos BYA) até ao mundo de Atzilut acima da Parsa, e permanece abaixo deles, ou seja, ao nível da Parsa. Assim, aprendemos o significado dos três pontos: Holam, Shuruk e Hirik.

Como pode o desejo ser elevado acima da Parsa? Isso só se torna possível após o estilhaçamento dos vasos, quando cada desejo de Malchut se mistura com Bina e tem a possibilidade de ser corrigido. Este material é difícil de compreender sem certas sensações internas. A Cabala é impossível de apreender apenas com o intelecto. Se o homem tentar persistentemente fazê-lo, comete uma violação gravíssima. Contudo, até agora não há outra saída, pois não temos ligação alternativa com a espiritualidade.

Revemos o material estudado. Sabemos que os Nekudot de SAG desceram abaixo do Tabur de Galgalta e misturaram-se com os NHYM de Galgalta. Depois subiram ao Rosh de SAG com as Reshimot Bet/Alef e a informação sobre o Tzimtzum Bet [Segunda Restrição], o que produziu o Katnut de Nikudim com Keter, Aba ve Ima e ZON até à Parsa. Keter é o Rosh de Hitlabshut, Aba ve Ima é o Rosh de Aviut e ZON é o Guf.

Na verdade, Nikudim em Katnut não é ainda um mundo; é apenas um pequeno Partzuf. Contudo, chama-se mundo porque mais tarde aí aparecerá realmente. Isso acontecerá como resultado de um Zivug sobre as Reshimot Dalet/Gimel, que foram recebidas dos NHYM de Galgalta e também estavam presentes no Masach [Tela] que subiu ao Rosh de SAG.

Quando o mundo de Nikudim surge no estado de Katnut, as Reshimot Dalet/Gimel despertam no Rosh de SAG. Agora desejam receber todo a Ohr Hochma destinado aos vasos de Galgalta abaixo do Tabur. Em resposta a esse pedido, desce a luz AB-SAG. O SAG demonstra o que é o “desejo de doar”; o AB mostra como é possível receber em benefício do Criador. Ambos permitem ao vaso em Katnut passar ao estado de Gadlut.

Para receber a luz AB-SAG, realiza-se um Zivug não nos Nikvey Eynaim, mas novamente no Peh do Rosh, para onde desce o Masach [Tela]. Primeiro, esta nova luz desce através do Tabur até Keter de Nikudim e, ao preenchê-lo, dá-lhe força para unir o seu próprio AHP e passar a Gadlut. A luz não pode expandir-se além de Keter (o Rosh de Hitlabshut). Expande-se até Yesod de Galgalta, onde se reveste o Rosh de Aba ve Ima. Assim, a segunda cabeça (Aba ve Ima) pode receber a luz AB-SAG e, com a sua ajuda, alcançar o estado de Gadlut.

A luz em Keter chama-se Holam (ponto acima da letra). Isso significa que a luz não se expande além do Rosh. A luz em Aba ve Ima chama-se Shuruk (ponto dentro da letra). Depois a luz entra em GE de ZON e tenta descer ao AHP de ZON abaixo da Parsa, aos vasos egoístas. Se pudesse chegar abaixo da Parsa, uniria GE de ZON com o seu AHP. Contudo, não consegue lá chegar para dar ao AHP as propriedades altruístas.

Por isso o AHP não se une a GE de ZON; o AHP conserva o seu “desejo de receber” para benefício próprio, o que conduz ao estilhaçamento dos vasos. A luz desaparece, pois segundo a TA [Primeira Restrição] não pode estar dentro de vasos egoístas. Os Kelim de GE e o AHP de ZON tornam-se absolutamente egoístas; sem Masach [Tela], caem abaixo da Parsa, o que significa que as suas propriedades são totalmente opostas às do Criador. A luz que tenta chegar abaixo da Parsa chama-se ponto de Hirik.

Mais tarde, a correção realiza-se no mundo de Atzilut. Este mundo tem a seguinte estrutura: também possui Keter, Aba ve Ima e ZON. O princípio da correção é bastante simples. A Parsa não pode ser eliminada. O único caminho é elevar o AHP (os vasos de receção) acima da Parsa e uni-los ao GE de ZON, criando assim as dez Sefirot acima da Parsa e preenchendo-as com a luz. Este processo chama-se “AHP de Aliyah” – a ascensão dos vasos de receção. Este estado chama-se a Correção Final.

Depois, virá do Alto a luz que eliminará a Parsa. Quando esta desaparecer, descerá o AHP para o seu lugar abaixo da Parsa já inexistente. Isso chama-se AHPA miti’im (AHP real) ou AHP de Yeridah (AHP descendente). Assim, a luz preenche completamente a Galgalta até ao Sium Reglav. Esta luz chama-se Ohr HaMashiach. Corrige e preenche todos os vasos.

Esta correção está a decorrer no Universo. Então, onde se encontra o homem neste plano? Tudo o que discutimos acontece em prol das almas que mais tarde serão criadas e que terão de passar por todos os níveis preparados para elas. Neste momento, parece que os mundos são o objetivo; parece que o homem não tem lugar neles. Não é assim. Os mundos representam o sistema que controla as almas, enquanto as almas, por sua vez, podem controlar os mundos. Falaremos disso mais tarde.

O estado em que o AHP se eleva acima da Parsa chama-se “a ascensão dos mundos ao Shabbat e nos feriados”. Quando o AHP está abaixo da Parsa, chama-se “dias úteis”. É essa a origem do tempo.

Porque não havia letras antes do mundo de Atzilut? Porque não havia vasos reais, apenas as suas raízes. A formação do vaso é gradual. Um vaso-desejo claramente definido requer informação sobre o Reshimo (o desejo do Kli) e a ausência total do prazer desejado. Primeiro, a luz deve entrar no vaso cujos desejos são opostos a essa luz.

Acontece que, nos vasos preliminares, a luz é primária enquanto a reação do vaso é secundária. No entanto, no caso em que o verdadeiro vaso é primário, a luz é secundária. O verdadeiro vaso emana o seu próprio desejo, a aspiração por algo que está para além da sua absoluta escuridão e afastamento do Criador.

Quando o homem estuda Cabala, sabe que lhe está a ser transmitida uma informação anteriormente desconhecida: informação sobre a luz, as Sefirot, os Partzufim, os mundos, etc. Para a sentir, precisa de ter o Masach [Tela]; então toda a informação transforma-se em luz que anteriormente o rodeava. Esta informação está em todo o lado, mas ainda não há vasos capazes de a perceber.

Não devemos imaginar nada, pois todas as nossas imagens serão erradas até termos o Masach [Tela]. Se estivesse a ler um livro de receitas de comida deliciosa e saudável, imaginaria imediatamente os sabores e os aromas das iguarias descritas. Quaisquer imagens em Cabala são totalmente infundadas se não houver vasos adequados.

O plano, o Pensamento da Criação, todas as ações subsequentes, os seus estados inicial e final, estão ocultos em Behina Alef da Luz Direta, no seu primeiro ponto chamado Keter de Ohr Yashar. Depois desenvolve-se como as quatro Behinot, Malchut do Mundo do Infinito, o mundo AK, o mundo de Nikudim, os mundos de BYA, o estilhaçamento dos vasos, Adam HaRishon, etc.

As propriedades tanto da luz como do vaso foram determinadas no Pensamento da Criação, por isso o caminho do estado inicial ao final é conhecido de antemão. Não há obstáculos imprevistos nem ações desnecessárias que possam levar a resultados inesperados. Tudo evolui segundo um programa precisamente planeado. Ou sentimos a influência dura da natureza, que nos empurra impiedosamente para o Propósito da Criação, ou tomamos o controlo nas nossas mãos e avançamos rapidamente, deixando os golpes para trás. Assim, aceleras todo o processo. Este movimento rápido não será um fardo para si; pelo contrário, parecer-lhe-á delicioso.

Quanto ao Criador, o ponto inicial da criação adere com o final; continuam a existir como um só. Quanto a nós, o primeiro ponto desdobra-se gradualmente como uma série de ações consecutivas, até que este caminho termine no seu ponto final. Nenhum horóscopo, adivinhação ou correção do destino nos ajudará a evitar os golpes.

A luz é amorfa. O vaso rodeado pela luz sente mais ou menos conforme as suas propriedades espirituais – o Masach [Tela]. Há 12 tipos de Ohr Hozer, 12 tipos de Reshimot, 10 tipos de Kelim, sete tipos de Masachim e seis tipos de Ohr Yashar. Para sentir tudo isso, é necessário possuir os vasos adequados. Por exemplo, quando ouvimos a palavra “Lechem” (pão), podemos sentir o seu cheiro, o seu sabor. O que sentimos quando se pronunciam palavras como “Ohr”, “Reshimo” ou “Kli”? ...

O Gadlut do mundo de Nikudim simboliza o Gmar Tikkun, quando a luz preenche o AHP de ZON, mas isso acontecerá nas sensações das almas. O estado em que cada alma pode corrigir-se a si própria chama-se o seu nascimento.