Capítulo 4.4 – Perguntas e Respostas
O Estudo
Pergunta: Porque os cabalistas descrevem o Mundo Superior para nós?
Resposta: Para nos ajudar a começar a senti-lo. O homem foi criado para sentir os Mundos Superiores e para sentir o Criador. Nós, que não podemos ver o início da Criação, a razão dela, somos incapazes de ver o seu fim e o propósito último. Por isso, também não conseguimos compreender o significado das nossas vidas.
Se um investigador de outro mundo examinasse um cordeiro com um dia de vida e uma criança com um dia de vida, concluiria que o bebé humano tem muito poucas perspectivas de evoluir com sucesso, enquanto o cordeiro, que já consegue andar e compreender o que o rodeia, está certamente destinado a um futuro mais brilhante. O extraterrestre pensaria que a natureza deu ao cordeiro tudo o que é necessário para a vida e que, por isso, ele evoluiria com muito mais sucesso do que o bebé.
É isto que qualquer extraterrestre pensaria do nosso mundo. Chegaria a essa conclusão porque não conseguiria ver o estado final, após a conclusão do desenvolvimento de cada espécie. Perderia a parte em que o bebé humano faz o grande avanço e ultrapassa em muito a evolução do cordeiro. Se não virmos (como é a nossa situação actual) o objectivo final, o nosso propósito, se permanecermos confinados ao nosso próprio mundo, continuaremos a acreditar que as nossas vidas começam e terminam neste mundo.
É por isso que os cabalistas repetem em todos os livros que, mesmo que não se compreenda o que se está a ler, mas aparentemente "apenas" se lê, com isso estamos ainda assim a atrair inconscientemente a Luz espiritual que nos rodeia. Essa Luz purifica-nos gradualmente e prepara-nos para sentir as forças espirituais. Depois, num determinado momento, primeiro sem dar por isso e depois com consciência, começa-se a sentir o mundo espiritual e consegue-se ver e compreender as razões da própria vida e a evolução da alma ao longo das gerações. Além disso, recebe-se novas forças espirituais para aprender a pedir ao Criador forças espirituais adicionais.
Pergunta: Qualquer pessoa pode tornar-se cabalista?
Resposta: Se a pessoa estudar com um professor espiritual e com o método correcto de estudo, essa pessoa tornar-se-á eventualmente cabalista. Tornamo-nos o vaso sobre o qual realizamos experiências, representando o modelo do Criador que é o objecto dos nossos estudos.
Pode sentir-se a espiritualidade na medida em que se iguala a sua forma à do Criador. Existem duas fases no progresso espiritual: a primeira é a aquisição da espiritualidade, processo chamado "construção do Masach [Tela]"; a segunda indica como utilizar esse Masach [Tela]. Para construir e utilizar estas duas fórmulas, é necessário um rabi (professor um grupo e os livros correctos para estudar.
Pergunta: Os psiquiatras acreditam que o sexto sentido é uma espécie de doença. Classificam-no como alucinação. Pode esclarecer esse ponto?
Resposta: Todos os estímulos que os nossos sentidos recebem chegam ao nosso cérebro. São processados por um programa fixo impresso no cérebro, e o resultado final exprime-se nas nossas emoções e sensações. O cérebro pode mesmo enviar sinais baseados em memórias passadas. Se o intelecto começa a criar sentimentos imaginários e alucinações, então, quer se esteja ou não consciente disso, trata-se de um defeito no sistema, ou seja, de uma doença.
No entanto, na sabedoria da Cabala, sentimos o nosso ambiente e, ao mesmo tempo, conseguimos examinar a realidade de fora, porque aprendemos a sentir tanto nós próprios como a origem dos nossos sentimentos, ou seja, o Criador. Trata-se de uma compreensão pessoal; não há ninguém que possa testemunhar a sua correcção ou descrevê-la com exactidão. Mas a sabedoria da Cabala é a ciência mais prática que existe. Todo o conhecimento é adquirido através da experimentação.
O contacto directo com o Criador é o que nos permite ver e compreender a realidade actual e a parte insignificante que conseguimos perceber dentro dos limites do nosso mundo.
Pergunta: Então, como se pode ver se se está enganado?
Resposta: Se se estiver em contacto com um cabalista autêntico, tornar-se-á evidente que os nossos sentimentos não se baseiam num conhecimento real, num sistema ou num mecanismo de controlo — tudo aquilo que constitui a sabedoria da Cabala.
A capacidade de estudar a realidade de forma sistemática, através da observação científica, e de avaliar os resultados com outros cabalistas que passaram por um processo semelhante de revelação do oculto, juntamente com a continuidade, a observação científica e a experimentação, tudo isto diferencia a sabedoria da Cabala da doença mental e das alucinações dos médiuns.
No século XIX, a humanidade procurava a redenção na arte. No século XX, era o poder e o avanço científico. Hoje, as pessoas descobrem que as suas vidas dependem da orientação do Alto e, se quiserem participar nessa orientação, devem alcançar a sua raiz no Mundo Superior.
Começaremos a sentir a necessidade de compreender as Raízes Superiores da vida. As nossas próprias vidas obrigar-nos-ão a procurar a redenção e a capacidade de influenciar os processos no mundo. A humanidade descobrirá que é impossível existir sem a capacidade de intervir na Orientação Superior. Assim, a lei colectiva da realidade obrigar-nos-á a evoluir espiritualmente, porque é da nossa natureza sermos preguiçosos e egoístas, e a dor é a única forma como podemos ser motivados a agir.
A sabedoria da Cabala permite-nos reduzir ou evitar completamente o sofrimento e ser curados antes de sentirmos a doença. O estudo da Cabala dota-nos de forças espirituais, compreensão e da capacidade de saber o que fazer neste mundo. Assim, conseguimos evitar problemas, doenças e outras tragédias.
Pergunta: Como se explica o facto de, apesar do êxtase e dos prazeres divinos da Cabala, não haver nenhuma "corrida à Cabala"?
Resposta: O facto de as almas mais espessas descerem ao nosso mundo nesta geração não implica necessariamente que elas tenham consciência do que precisam para a sua correcção. Cada geração é composta por camadas de todas as almas das gerações anteriores. É por isso que o público ainda se mantém passivo.
Uma pessoa comum não quer viver em sonhos sobre o futuro, porque o corpo só sente o presente. A pessoa comum não aspira a mais do que prazeres animais. Ninguém tem pressa de assumir o trabalho laborioso da correcção espiritual. No entanto, se a pessoa compreender que esta é a única via para a redenção, tornar-se-á impossível abandonar o estudo da Cabala.
Mesmo que a humanidade descubra um dia que existe um meio de alcançar a espiritualidade, cada um relacionar-se-á com ele de forma diferente, consoante o tipo de alma que possui. Alguns começarão a interessar-se ocasionalmente, outros começarão a estudar por si próprios, alguns estudarão com cabalistas de vez em quando e alguns até estudarão regularmente. Mas apenas alguns se entregarão ao estudo da sabedoria da Cabala, porque a sua alma o exige.
No fundo, não faz diferença qual o caminho que tomamos: o importante é que cada um de nós saiba que ele existe, que está disponível e que estamos conscientes do seu propósito.
A Cabala atrai uma grande variedade de pessoas: há muitos que procuram bênçãos dos sábios, alguns estudam a Torá como história e outros procuram segredos nas letras, como caçadores de tesouros. Mas dentro da sabedoria da Cabala há pessoas que estão mais próximas do centro, do desejo de se unir ao Criador, e há pessoas que estão mais afastadas desse objectivo.
Estas últimas estudam a Cabala como uma ciência e procuram conhecimento nas suas páginas. É como os círculos concêntricos que se formam à volta de uma pedra lançada na água. Qualquer pessoa que ouça falar da sabedoria da Cabala encontrará uma abordagem única a ela, numa posição que corresponde ao desejo da sua alma para a correcção. Aqueles que ainda não chegaram à Cabala não chegaram porque o seu tempo ainda não chegou.
Pergunta: É adequado que adolescentes frequentem aulas de Cabala?
Resposta: Sim. Recomendo os artigos do livro 'Matan Torah' (A Revelação da Divindade).
Pergunta: Em que se baseia a nossa realização espiritual?
Resposta: A nossa realização espiritual baseia-se em sensações, em contacto! Esta é a melhor forma de investigar o objectivo de alcançar a espiritualidade no nosso mundo. Isso porque todos os nossos sentidos se exprimem no sentido do tacto. Os outros sentidos — visão, audição, olfacto e paladar — são incompletos e resultam do 'Bitush' (embate) da Luz Circundante contra o Masach [Tela].
Esse embate resulta nos cinco vasos do 'Partzuf': 'Moach', 'Atzamot', 'Gidin', 'Bassar' e 'Or', que correspondem respectivamente a 'Keter', 'Hochma', 'Bina', 'ZA' e 'Malchut', unindo-se num único vaso, ou seja, numa única realização da Luz. Quando a Luz Directa desce directamente de Cima para baixo, desde o nível de 'Keter' ('Moach'), passando pelo nível de 'Malchut' ('Or'), ela bate no Masach [Tela] e faz subir a Luz Refletida de volta ao nível de 'Keter'. Isso significa que, se a Luz chegar ao nivel de 'Or', todas as 'Sefirot' no 'Partzuf' se tornam uma só, resultando em todos os sentidos se preencherem de Luz e também de informação.
Porque os outros sentidos operam à distância, ao contrário do sentido do tacto, eles não se preenchem da totalidade do conhecimento e, por isso, não são completamente reais e não chegam até 'Malchut'.
Pergunta: Pode alguém ser obrigado a estudar Cabala?
Resposta: Existe uma lei espiritual que afirma: "Não há coerção na espiritualidade." Qualquer tipo de coerção, ou mesmo uma ordem, que possa roubar directamente ou indirectamente a liberdade de escolha de alguém, está errada. A coerção rouba-nos a coisa mais importante que o Criador nos deu — o livre-arbítrio. É pela escolha que compreenderemos a nossa essência e nos aproximaremos d’Ele, corrigindo-a. Portanto, a coerção vai contra a verdadeira natureza da Criação.
Pergunta: Durante os nossos estudos, por vezes deparamo-nos com situações em que não temos respostas para as perguntas mais essenciais, mas ao mesmo tempo somos incapazes de formular qualquer pergunta. Porque acontece isso?
Resposta: Acontece quando não se sente o texto no interior, quando ele ainda não foi descoberto pelos nossos sentidos. Nestes casos, não se reage ao que se ouve.
Pergunta: Qual é a diferença entre conhecimento e fé?
Resposta: A única coisa de que precisamos neste mundo é a fé. A fé é a sensação de sentir claramente o Criador.
O conhecimento é algo que parece estar fora da fé para quem ainda não consegue sentir o Criador. Por essa razão, o conhecimento é uma visão limitada do mundo, enquanto a fé é completa. Quando alguém recusa seguir o caminho do conhecimento e utiliza apenas os seus vasos egoístas, começa a sentir a espiritualidade, e essa sensação chama-se fé.
Pergunta: O que pode dizer sobre uma pessoa que quer estudar Cabala, mas cuja vida decorre de forma bastante comum?
Resposta: Significa que a pessoa foi escolhida do Alto. Pode também ser consequência das dores que sofreu nos seus ciclos anteriores.
Letras e Linguagem
Pergunta: Existem letras e palavras para exprimir os nossos sentimentos?
Resposta: Temos de ter algum meio de exprimir os nossos sentimentos, pelo que, para esse fim, dispomos de um certo código — uma linguagem. Podemos utilizá-la como quisermos. O mundo de 'Ein Sof' é descrito apenas com quatro letras: 'Yod' (י), 'Hey' (ה), 'Vav' (ו), 'Hey' (ה). Estas letras são as quatro 'Behinot' (fases): 'Aleph', 'Bet', 'Gimel', 'Dalet'. No decurso da sua descida ao nosso mundo, elas unem-se e formam as letras, as palavras e as suas combinações, até se tornarem uma linguagem completa no nosso mundo.
Pergunta: As letras têm algum poder?
Resposta: Todas as palavras foram construídas por forças que são marcadas por letras. No entanto, não podemos dizer que as letras tenham poder próprio. Seria mais correcto dizer que as letras simbolizam o poder.
Todas as forças fundamentais, as propriedades com as quais o mundo foi criado, são marcadas pelas vinte e sete letras do alfabeto hebraico (vinte e duas letras básicas e cinco letras finais). Cada poder tem o seu atributo único e, quando se unem, formam a força activa da realidade. No ensaio sobre as letras no 'Zohar' há uma explicação detalhada sobre a combinação de duas Luzes, as duas propriedades — 'Hesed' e 'Hochma'.
Ou seja, o resultado será o mesmo; não há contradição. Tudo começa com a letra 'Yod' (י), porque é a partir desse ponto que todas as letras são extraídas e, na verdade, qualquer desenho começa com a letra 'Yod'.
Pergunta: A Cabala é a única forma de alcançar o Criador e, se assim for, isso significa que toda a gente deve aprender hebraico?
Resposta: Não importa a língua que se fala, desde que se queira alcançar o Criador corrigindo-se a si mesmo através da equalização com as Suas Propriedades. O conhecimento que se recebe não vem em palavras, e no entanto é completamente compreendido porque penetra em todos os sentidos e na consciência. Esse conhecimento é espiritual e é assim que os cabalistas comunicam informações entre si.
A Rotina Diária
Pergunta: Os cabalistas vivem vidas comuns?
Resposta: A sabedoria da Cabala exige que cada pessoa participe activamente neste mundo: trabalhar, criar uma família, aprender e ensinar. Além da rotina normal, é necessário alcançar também o propósito da Criação — um contacto espiritual com o Criador. O Criador criou este mundo e tudo o que nele existe precisamente como está, para nos ajudar a aprender a alcançar o Seu nivel espiritual com base na realidade existente. Por isso, a sabedoria da Cabala não se baseia em jejuns, abstinências ou privações de qualquer espécie. Não há coerção nem castigos neste mundo nem no outro.
O meu professor, e eu como seu sucessor, não aceitamos alunos que queiram pagar-nos pelo estudo em vez de trabalhar. A sabedoria da Cabala não apoia essa forma de estudo. Tal fenómeno surgiu durante o tempo do exílio, quando as pessoas se abstinham de trabalhar e os judeus ricos sustentavam os pobres para que estes pudessem estudar Torá.
O Rabino Yehuda Ashlag (Baal HaSulam) enviou os seus filhos para trabalhar logo após terminarem os estudos formais (por volta dos dezoito anos). O meu rabi trabalhou muitos anos como operário da construção civil e em obras rodoviárias e outros trabalhos pesados. O propósito da Criação é moldá-la para que se assemelhe ao Criador nas suas propriedades. Por isso é evidente que, no sentido exterior, nada mudará e continuaremos a trabalhar tanto física como intelectualmente.
Pergunta: De vez em quando deparamo-nos com questões que dizem respeito à forma correcta de educar os nossos filhos. Como encara a Cabala esta matéria?
Resposta: Existem muitas formas de educar no nosso mundo, mas nenhuma delas é perfeita porque passam vinte ou trinta anos antes de vermos as suas consequências. Na maioria dos casos, é então demasiado tarde para alterar padrões de comportamento. Todo o processo de educação na Cabala baseia-se na transformação do sistema de cada pessoa de forma passiva, sem pressão. Ao mesmo tempo, damos continuamente explicações extensas sobre o sistema e os benefícios oferecidos pela espiritualidade.
É essencial sublinhar que este sistema leva a um comportamento correcto e permite-nos ver antecipadamente as consequências das acções e, assim, evitar o erro. Só podemos levar os nossos filhos a compreender o que é a Cabala através do exemplo pessoal; esta é a única forma de lhes ensinar o que podem alcançar caso queiram estudá-la. A escolha de estudar ou não estudar pertence apenas a eles.
Pensamentos
Pergunta: Como os nossos pensamentos afectam o nosso ambiente?
Resposta: A ciência contemporânea constata que o desejo do investigador afecta os resultados da investigação. Entre outras coisas, os astrofísicos começaram a interiorizar a ideia de que todo o universo é, na verdade, um único pensamento. Isso deriva do facto de o Criador não ter criado senão o desejo egoísta de receber e sentir a Sua Luz, a qual é sentida como prazer. A Luz em si preenche toda a realidade de forma uniforme. A forma como se sente esta realidade depende unicamente do próprio desejo, tal como uma pessoa com fome encontra os sabores mais maravilhosos numa simples fatia de pão, enquanto uma pessoa saciada não se impressiona nem com um banquete digno de reis.
Existem muitas implicações nas nossas abordagens subjectivas a certos assuntos. Por exemplo, se olharmos para um copo de sumo a partir de uma perspectiva egoísta, o prazer contido no copo tem uma natureza egoísta porque o utilizamos para saciar a nossa sede. Mas se compreendermos que o sumo nos dá apenas uma quantidade limitada de prazer, que na verdade nos foi dado para que o pudéssemos receber para o Criador, esta consciência transforma o prazer egoísta num prazer espiritual. A Luz do Criador exprimir-se-ia então num objecto corpóreo.
E assim acontece com todas as coisas do nosso mundo: se olharmos para tudo através de desejos corrigidos, conseguiremos ver os objectos espirituais à nossa volta reflectidos nos objectos corpóreos deste mundo.
Esta capacidade depende unicamente do próprio homem; se as suas propriedades egoístas tiverem sido corrigidas apenas até ao mundo de 'Assiya', ele só conseguirá ver o mundo de 'Assiya' reflectido no mundo que o rodeia. Se tiver corrigido os seus desejos egoístas até ao nível do mundo de 'Yetzira', conseguirá vê-lo reflectido no nosso mundo, e assim sucessivamente. No final, começa-se a ver e a sentir todos os mundos espirituais como esferas redondas, com nós próprios no centro. Fora do sistema existe apenas a Origem, o Criador.
É por isso que se diz que todas as palavras foram criadas para o homem e que todos os mundos estão dentro do homem. Fora de nós existe apenas o Criador. Não conseguimos sentir nada fora de nós mesmos, apenas o que está dentro de nós, ou seja, as nossas próprias reacções às acções do Criador à nossa volta. A estas reacções chamamos "mundos". Assim, os mundos são, na verdade, níveis de sensação do Criador.
Chamamos "Este Mundo" ou "O Nosso Mundo" ao estado em que não temos qualquer sensação do Criador como Origem, mas apenas vemos o Seu reflexo material. Essa sensação do Criador é a mais distante e desligada da espiritualidade. Existem cinco níveis de sensação do Criador, ou cinco mundos. Começam no nosso mundo — o nível zero — e terminam na nossa completa aquisição do Criador no mundo de 'Ein Sof'.
A única forma de sentirmos algo fora de nós é igualarmo-nos em forma a isso, como no exemplo de um receptor de rádio. Por conseguinte, o nível da nossa sensação do Criador testemunha o nível da nossa equivalência de forma com a Luz.
Se sentimos o nosso ambiente apenas através dos sentidos que recebemos ao nascer, essa sensação chama-se "este mundo". Se conseguirmos mudar, corrigir os nossos desejos para que correspondam aos do Criador, começamos a senti-Lo na medida da nossa correcção. A medida dessa sensação chama-se "o mundo espiritual de alguém" ou "o nivel espiritual de alguém".