Lição 31. Música Cabalística
Lição 31
Música Cabalística
Excertos Selecionados das Fontes
Slides 2-4
De: Baal HaSulam, "Pri Hacham: Conversas", "O Deleite das Canções e da Música"
"A melodia é a intermediária entre o espiritual e o corporeo. Isto significa que tudo o que a mente imaginativa apreende, tudo o que o coração pode pensar e contemplar, tudo o que a boca pode falar e o ouvido pode ouvir, são as principais forças que operam no coração. Portanto, todas as percepções acima mencionadas são corpóreas, e não há forma espiritual alguma entre elas, pois se não fossem corpóreas, não produziriam sensação num ser corpóreo."
E não há sensação no mundo que não esteja ligada à imaginação. Uma vez que a imaginação é considerada corpórea, a sensação torna-se corpórea juntamente com ela. No entanto, as sensações que são despertadas pela música não carregam consigo qualquer força ou imaginação corpórea, exceto que se conectam com sensações que já passaram por aquele ser por causa da imaginação, e tudo o resto foi esquecido.
Agora, pela lei da música, as sensações antigas são reveladas sem qualquer semelhança com as imaginações anteriores. Por isso, elas contêm prazer, mesmo quando provêm de sensações tristes. Embora na época, ou seja, quando estavam ligadas às imaginações que as precederam, fossem muito turvas, agora, como as ações foram esquecidas e as imaginações permanecem no seu lugar, e apenas as sensações são reveladas, estão portanto mais relacionadas com a espiritualidade e a eternidade.
Por esta razão, há nelas grande deleite e nenhuma turbulência, pois a eternidade permanece no segredo do prazer, como é sabido."
Slides 5-6
De: Baal HaSulam, Shamati, Art. 50 "Dois Estados"
"...como o Criador dá, assim o mundo está agora ocupado unicamente com a doação.
É como uma melodia triste. Alguns músicos sabem interpretar o sofrimento sobre o qual a melodia foi composta, pois todas as melodias são como uma linguagem falada, onde a melodia interpreta o discurso que a pessoa quer expressar em voz alta. Se a melodia desperta o choro nos ouvintes, ao ponto de cada um chorar devido ao sofrimento que a música expressa, então é chamada de “melodia”, e todos gostam de a ouvir.
Mas como podem as pessoas desfrutar do sofrimento? Isso acontece porque a melodia não se refere ao sofrimento presente, mas sim ao passado, ou seja, os tormentos que já passaram, foram suavizados e receberam o seu preenchimento. Por esta razão, as pessoas gostam de as ouvir, pois indicam o adoçar dos julgamentos, que os sofrimentos passados foram suavizados. É por isso que tais sofrimentos são doces de ouvir, e então o mundo é chamado ‘ Santa Shechina’ [Divindade]”.
Slide 7
De: Rabash. Art. 238. A Alegria do Noivo e da Noiva
"A alegria da dança é como uma melodia triste de que as pessoas gostam. A melodia retrata uma coleção de sofrimentos que já passaram, mas agora desfrutamos dos benefícios que obtivemos do sofrimento. Da mesma forma, a dança contém alegria porque após todas as subidas e descidas que atravessaram, eles permanecem firmes no seu lugar."
Slide 8
De: Rabash, Art. 1 (1991) "O que significa 'Não Temos Outro Rei Senão Tu', no Trabalho?"
"Como pode alguém cantar para o Criador quando vê que está cheio de falhas e o seu coração não está unido com o Criador, e sente-se distante do Criador? E por vezes, até quer fugir da jornada. Como pode ele dizer que estas são as misericórdias do Senhor e está a cantar isto ao Criador? <...>
Este é o significado das palavras: “Cantarei para sempre as misericórdias do Senhor.” Ou seja, por um lado, está feliz e canta sobre isto. Por outro lado, vê que se deve arrepender. Noutras palavras, deve pedir ao Criador para o aproximar e dar-lhe o desejo de doar, que é uma segunda natureza."
Slide 9
De: Zohar para Todos, Vol. 3. VaYechi, "Jacob Viveu", p. 117
"Está escrito: “Servi o Senhor com alegria; vinde perante Ele com cântico.” Não há serviço ao Criador senão com alegria. A Shechina [Divindade] não está presente na tristeza, como está escrito: “‘E agora trazei-me um músico.’ E aconteceu que, enquanto o músico tocava.” Está escrito “tocar” três vezes, para despertar o espírito da fonte da plenitude, Zeir Anpin, que inclui três linhas, que é o espírito completo. O triplo “tocar” corresponde às suas três linhas."
Slide 10
De Rabash, Art. 7 (1990) "Quais São os Tempos de Oração e Gratidão no Trabalho?"
“A Shechina [Divindade] está presente apenas com alegria”, como está escrito, “E será como um músico a tocar, e o espírito do Senhor estará sobre ele.” Segue-se que o principal momento em que se é recompensado com a presença da Shechina é especificamente o tempo da plenitude, pois é precisamente no tempo da plenitude que pode receber a sua alma."
Slide 11
De: R' Kalonymus Kalman Shapira, "B'nei Machshavah Tovah"
"A melodia é meramente uma espécie de revelação da alma e dos seus sentimentos. Isto revela-se no discurso, quando uma pessoa conversa com o seu amigo sobre os seus pensamentos e sentimentos de tristeza e alegria, e ainda mais na sua voz... Portanto, a melodia, que consiste em sons alegres ou amargos, desperta os sentimentos de uma pessoa, através dos quais as faíscas e os membros da alma são revelados."
Slide 12
De: Sichot HaRan [Rabbi Nachman de Breslov], 273
"É bom que uma pessoa se habitue a se capaz de se animar com alguma melodia, pois a melodia é algo grandioso e sublime."