Lição 30: Amor aos Amigos
Lição 30
Tópico: Amor aos Amigos
Excertos Selecionados das Fontes
SLIDES 2-3
RABASH, Artigo n.º 6 (1984), "Amor dos Amigos – 2"
"vários indivíduos se reunirem com a força de que vale a pena abandonar o amor próprio, mas sem o poder suficiente e a importância da doação para se tornarem independentes, sem ajuda externa, se esses indivíduos se anularem uns perante os outros e todos tiverem pelo menos um potencial de amor ao Criador, ainda que não o consigam pôr em prática, então, ao unirem-se à sociedade e ao anularem-se perante ela, tornam-se um só corpo.
Por exemplo, se esse corpo for composto por dez pessoas, ele tem dez vezes mais força do que uma única pessoa.
No entanto, há uma condição: quando se reúnem, cada um deve pensar que agora veio com o propósito de anular o amor próprio. Isto significa que, naquele momento, não vai considerar satisfazer o seu desejo de receber, mas vai pensar, tanto quanto possível, apenas no amor ao próximo. Esta é a única maneira de adquirir o desejo e a necessidade de uma nova qualidade, chamada “a desejo de doar”.
E do amor aos amigos podemos alcançar o amor ao Criador, ou seja, o desejo de dar contentamento ao Criador."
SLIDE 4
Baal HaSulam, Carta 47
"…Permitam-me lembrar-vos a validade do amor dos amigos, apesar de tudo neste momento, pois é disso que depende o nosso direito de existir, e é através disso que se mede o nosso sucesso, que está próximo..
Assim, afastem-se de todos os compromissos imaginários e coloquem os vossos corações em pensar pensamentos e conceber tácticas apropriadas para verdadeiramente unirem os vossos corações como um só, para que as palavras “Ama o teu amigo como a ti próprio” se tornem literalmente verdadeiras em vocês, pois um versículo não vai além do literal, e serão purificados pelo pensamento do amor que cobrirá todos os crimes. Testem-me nisso, e comecem a unir-se verdadeiramente em amor, e então verão, “o paladar provará.”
SLIDE 5
RABASH, Artigo nº 7 (1984), "Considerando o que está escrito relativamente a “Ama o teu próximo como a ti mesmo."
"Aqueles que desejam cumprir a regra “Ama o teu amigo como a ti próprio.” A sua única intenção é sair do amor-próprio e assumir uma nova natureza, a do amor pelos outros. E, embora seja uma Mitzva [mandamento] que deve ser cumprida, algo que alguém pode forçar-se a fazer, o amor é algo que pertence ao coração, e o coração, por natureza, resiste a isso. O que então pode ser feito, para que o amor pelos outros toque o coração?"
SLIDES 6-7
RABASH, Carta 40
"Cada presente que ele dá ao amigo é como uma bala que faz uma cavidade na pedra. E embora a primeira bala apenas arranhe a pedra, quando a segunda bala atinge o mesmo lugar, já faz uma mossa, e a terceira faz um buraco..
E através das balas que ele dispara repetidamente, o buraco torna-se uma cavidade no coração de pedra do seu amigo, onde todos os presentes se juntam. E cada presente torna-se uma centelha de amor até que todas as centelhas de amor se acumulem na cavidade do coração de pedra e se tornem uma chama.
A diferença entre uma centelha e uma chama é que onde há amor, há uma revelação aberta, ou seja, uma revelação a todas as pessoas de que o fogo do amor está a arder nele. E o fogo do amor queima todas as transgressões que se encontram pelo caminho."
SLIDES 8-9
RABASH, Carta 40
"Através do atrito dos corações, mesmo dos mais resistentes, cada um extrai calor das paredes do seu coração, e o calor vai acender as centelhas de amor até que se forme uma vestimenta de amor. Então, ambos estarão cobertos sob um único manto, ou seja, um único amor vai envolvê-los e rodeá-los, pois é sabido que Dvekut [adesão] une dois num só..
E quando a pessoa começa a sentir o amor do seu amigo, a alegria e o prazer despertam imediatamente nela, … O amor do seu amigo por ela é algo novo para ela, porque sempre soube que era a única que se preocupava com o seu próprio bem-estar. Mas no momento em que descobre que o seu amigo se preocupa com ela, isso desperta nela uma alegria imensurável, e já não consegue preocupar-se consigo própria, pois o homem só pode esforçar-se onde sente prazer. E como começa a sentir prazer em preocupar-se com o seu amigo, naturalmente não consegue pensar em si própria."
SLIDE 10
Baal HaSulam Shamati, Artigo N.º 225. “Elevar-se a Si Mesmo”
"Ninguém pode elevar-se acima do seu círculo. Assim, é indispensável nutrir-se do seu ambiente, e não há outra forma senão através da Torá e de muito esforço. Por isso, se a pessoa escolhe para si um ambiente favorável, poupa tempo e esforço, pois é influenciada de acordo com o seu ambiente.."