Filme "Ha'ARI" - O Grande Cabalista
July 19
01:59 PM
A Galileia. A sua aura de paz e serenidade permanece inalterada, mesmo após milénios. Longe do tumulto das cidades, as suas brisas acalmam o espírito; ali podemos descansar na relva, sonhar sob um céu de azul puro, observar os veados a beber de um ribeiro na floresta. Antes da destruição do Primeiro Templo, a Galileia era a região mais densamente povoada do país. As casas amontoavam-se umas junto das outras; mesmo num espaço tão exíguo, os vizinhos viviam em paz e harmonia. Após a queda do Primeiro Templo, a Galileia tornou-se desolada. Embora pudessem continuar a viver como antes, os habitantes começaram a abandonar os seus lares. Era como se algo, naquele lugar, os perturbasse, como se uma força invisível os repelisse. Depois, de repente, quinze séculos mais tarde, as pessoas começaram a regressar. A restauração da Galileia estava em marcha. E, dominando orgulhosamente toda a região, a cidade de Svod tornou-se a sua capital. O estudo da Cabala prosperou e ela voltou a ser um centro espiritual. A maioria das pessoas percebe o centro do mundo como o lugar onde reinam o dinheiro, o poder político e militar. Esta impressão provém do facto de, hoje em dia, o egoísmo exercer um domínio total sobre a humanidade. Mas naquela época, entendia-se que o centro do mundo reside na preponderância dos valores espirituais, os quais asseguram a coesão do mundo. Sem a luz e aqueles que a fazem brilhar, o mundo deixaria de existir. Um dos maiores cabalistas que viveram em Svod no século XVI foi o Rabi Moshe Cordovo, o Ramak. Ele ensinava do ponto de vista da luz, pois assim a percebia; ou seja, tendo alcançado o mundo espiritual, limitava-se a descrever o que sentia do mesmo. Só as almas mais puras podiam receber e inspirar-se na Cabala do Ramak. Nessa época, o tempo dessas almas puras havia passado, e uma nova etapa do desenvolvimento humano tinha-se iniciado. Naturalmente, almas egoístas desceram à Terra, e estas precisavam de um método prático e realista. Eis o método que o Ari nos transmitiu: preparar o terreno para a correção de todo o mundo. Um dia, o Ari contou-me a sua infância. Nasceu em Jerusalém em 1534. Aos oito anos, perdeu o pai, que morreu com uma paz absoluta no rosto, pois sabia quem lhe sucederia. Pouco depois, a mãe contou-lhe um sonho que o pai tivera. “Um homem vestido de branco apareceu-me. Já não me recordo do seu rosto, mas disse-me que teria um filho chamado Isaac, e que esse filho libertaria o povo de Israel do poder das forças impuras, e que graças a ele as portas da sabedoria da Cabala se abririam a todo o mundo.” Após a morte do pai, a família passou por grandes dificuldades, e a mãe foi forçada a deixar Jerusalém, levando o Ari para o Egipto. Um dia, enquanto rezava, o Ari viu um velho entrar na sala. Sentou-se junto a uma janela aberta e mergulhou na leitura de uma obra que não se parecia nada com um livro de orações. Nunca antes tinha visto aquele livro nem aquele homem, e estudou atentamente o rosto do velho. “Isaac”, disse subitamente o homem, sem mover os lábios. “Tens de começar a estudar a parte mais profunda da Bíblia. Tens de aprender a sabedoria da Cabala.” Após este encontro, o Ari trancou-se em casa e mergulhou no Zohar, hora após hora, dia após dia, sem nunca sair. O mundo parecia desaparecer. Restava apenas a busca pelo significado profundo das palavras. O que é a Terra? O que é o Rabi Shimon? Uma caverna? Rabi Chaya? Um rio? O céu? Cada palavra trazia-lhe uma compreensão profunda de si próprio e do divino. Os anos passaram e, como acontece a todos os homens, as responsabilidades da vida tiveram de se impor. Num momento de frustração, o Ari confidenciou ao sogro: “Demasiadas coisas me impedem de me concentrar no estudo, e ainda me falta tanto para fazer. A ideia de não poder desvendar todos os segredos da sabedoria da Cabala aterroriza-me.” Levando as suas palavras a sério, o sogro mandou construir uma casa nas margens do Nilo, com dez servos para tratar de todas as necessidades do Ari. Agora podia dedicar cada instante e cada pensamento ao estudo dessa sabedoria. Em contemplação constante, degrau após degrau, profundos mistérios se revelaram à medida que subia rumo ao grande segredo do universo, transformando-se a si próprio e ao mundo. Um rigoroso inverno abateu-se sobre o Egipto. Tempestades torrenciais destruíram edifícios e o rio subiu. Enterrou as aldeias vizinhas sob um caudal de água e lama. Cercada por todos os lados pelas águas, a casa dele permaneceu milagrosamente intacta. Quando o Ari e os seus servos conseguiram embarcar e chegar a salvo à margem, foi imediatamente ao templo agradecer ao Criador por lhe ter poupado a vida. Mal acabara de rezar, sentiu uma mão no ombro. Virou-se e viu um velho. O mesmo velho que, anos antes, o iniciara na Cabala. “Olá, velho”, disse o Ari. “Há quanto tempo não o víamos? Onde esteve?” “Estive do outro lado do Mar Vermelho”, respondeu o homem, acrescentando: “Oiça o meu conselho. Tem de deixar de trabalhar sozinho. Leve a sua família e vá para Svod. Estão lá à sua espera.” Ditas estas palavras, o velho virou-se para a porta e desapareceu na rua escura. O Ari também pareceu desaparecer, e durante anos ninguém soube do seu paradeiro. Depois, de repente, aos 35 anos, reapareceu em Svod, mestre cabalista que atingira os 125 degraus da escada espiritual. Estava pronto a ensinar. Era ali que meditava e caminhava por aquelas ruas. Aos 35 anos, só lhe restavam seis meses de vida. Mas durante esses poucos meses, deu ao mundo uma nova orientação e originou uma revolução espiritual. Não o fez com bandeiras e cartazes, nem convidando fosse quem fosse a juntar-se a ele. As pessoas sentiam instintivamente que um grande homem espiritual tinha finalmente chegado a esta cidade, este local da Cabala, e afluíam a ele. Foi assim que conheci o Ari pela primeira vez. Ao falar com ele, sentia que já sabia tudo o que eu iria perguntar-lhe. Compreendi quem estava sentado diante de mim e prometi a mim próprio nunca o esquecer. Após este encontro, fiquei profundamente abalado, até assustado. Passei dois dias trancado no meu quarto, suplicando ao Criador que me desse força para ser como o Ari e nunca parar no caminho que leva a Ele. Ao estudar o método do Ari, aprende-se que o mundo espiritual superior assenta numa só lei: a lei do amor absoluto. O que traz mais este método? Começamos a perceber que enquanto permanecermos prisioneiros do nosso egoísmo, nunca poderemos conhecer esse mundo superior. O mundo superior permanecerá oculto, assim como toda a felicidade que lá nos espera. E então compreende-se que o próprio egoísmo é o seu principal e único inimigo, consumindo todos os frutos do seu esforço. É precisamente isso que o impede de usufruir da sua vida presente e futura. E não é o único a sofrer com o seu egoísmo. Ele causa sofrimento a todo o mundo. O Ari criou um método que permite a cada um transcender o seu egoísmo, não o reprimindo nem destruindo, mas ultrapassando-o, elevando-se acima dele. A isto chama-se o método dos ecrãs, e oferece a todos a possibilidade de encontrar aquilo que sempre procuraram: liberdade, esperança, paz e amor. O Ari revelou não só o método, mas também como apresentá-lo a todos, para que cada pessoa possa, igualmente, aceder ao mundo espiritual e atingir a felicidade que ali espera todos os seres. O Rabi Isaac dizia: “Imagina-te junto de uma fonte, a morrer de sede. Mergulhas o teu cântaro na água. Esperas que se encha. Começas a beber e, de repente, surpresa! A água da fonte está turva. Ora, a água da fonte é sempre pura. É o teu cântaro que está sujo, e é ele que causa o sofrimento. Se o teu cântaro é impuro, a pureza da água da fonte não tem qualquer importância. Num recipiente sujo, a água pura não sabe a pureza. Sabe ao recipiente. Só te magoará.” Mas, se o limpares bem, a água da fonte tornar-se-á para ti fonte de prazer. Este é o único caminho. Só purificando o teu ser interior do egoísmo que nele está implantado poderás provar todos os grandes prazeres que o Criador te preparou, a luz brilhante que te rodeia e ilumina sem cessar. Ao sintonizares-te com a revelação desta luz, começarás a desejá-la ardentemente. Só então poderás purificar o teu ser interior. O Ari repetia-nos muitas vezes: “É bom que não compreendam. O vosso intelecto é apenas um espelho do vosso egoísmo, um instrumento nas suas mãos, um pensamento constante de como se apropriar sempre de mais.” Só se pode aproximar do Criador com uma paixão ardente por Ele. Nada se compreenderá enquanto não se atingir a verdade. Vejo aqueles que acumulam saber. Olho para eles e permaneço em silêncio. Nada ganharão com isso. Enquanto não aspirares ao Criador com todo o teu coração, Ele não responderá às tuas preces. Se não te desfazeres dessa camada exterior nem te virares para o teu desejo interior, não compreenderás um iota dos ensinamentos do Ari. Pouco a pouco, os que não suportavam o novo método partiram, e formou-se um novo círculo de discípulos do Ari. Chamávamo-nos os filhos do Ari. Esforçávamo-nos por nos unir na sede pelo Criador. Sabíamos que ali estava a chave. Chaim Vitale nunca se afastava do Ari nem por um segundo. Após cada lição, acompanhava-o a casa, sempre à sua direita. Juntos, percorriam as ruas de Svod. Por trás da sopa derramada, da chuva que te surpreende no bosque, da aranha escondida num canto da tua casa, do velho que surge de repente ao teu lado e abre o livro da Cabala, em tudo isso está o Criador. Assim Ele te convida a vires até Ele. Por favor, tenta compreender. Vai até Ele. Não há ninguém mais além d’Ele. E tudo o que vês à tua volta, é Ele, as Suas ações, a Sua luz que tudo preenche. É assim que a luz nos chama a purificarmo-nos. Quanto mais puros nos tornamos, mais nos aproximamos do Criador e recebemos a alegria infinita que Ele preparou para nós. Não há uma única folha de erva que não seja protegida por um anjo que lhe ordena: “Cresce.” Um dia, enquanto Ari e Chaim Vitale passeavam, o Ari começou a recitar um poema. As palavras brotavam-lhe dos lábios como uma nascente. Pronunciava com clareza cada palavra, cada letra, cada pensamento elevado. Assim nasceu o célebre poema do Ari, A Árvore da Vida. Vede, antes mesmo de as emanações serem emitidas e as criaturas serem criadas, a simples luz superior preenchia toda a existência. E não havia vazio algum, nem atmosfera vazia, nem fenda, nem poço, mas tudo estava preenchido por uma luz simples e infinita. E não havia nem princípio nem fim. Tudo era simples, harmonioso, leve, equilibrado e perfeitamente equilibrado. E a isto chamavam luz infinita. Este poema encerra toda a sabedoria da Cabala. Milhares de teses de doutoramento lhe poderiam ser dedicadas. E continuaremos a compreender apenas uma ínfima parte do que ele encobre. Ali, após a restrição, formando um vazio e um espaço precisamente no coração da luz infinita, criou-se um lugar onde o emanado e o criado podiam residir. Depois, da luz infinita, uma linha única desceu, baixando-se nesse espaço. E por essa linha, Ele emanou, criou, formou e modelou todos os mundos. Ainda tenho de ver, nas gerações futuras, quanto o Ari escondeu neste poema, para que possamos alcançar, camada após camada, a própria profundidade da sabedoria da Cabala. E, cumprindo-o, alcançar o cume da essência humana. Dezoito meses tinham passado desde a chegada do Ari a Svod. Sentia finalmente ter cumprido tudo o que a vontade divina lhe confiara e que chegara o momento de deixar este mundo. Para um cabalista da estatura de um Ari, a data da morte não é segredo. Sob a sombra dos ramos deste grande carvalho, revelou-me o dia em que a sua alma deixaria este mundo: 5 de Av, 15 de julho de 1572. “Daqui a sete meses, ficarás sozinho”, disse-me. “Tens de seguir o nosso caminho exatamente como te ensinei.” As suas palavras trespassaram-me como pregos. Estava tão apegado, tão habituado à presença do meu mestre que não conseguia imaginar um dia sem ele. “Mestre”, disse eu, “como poderei viver sem ver o seu rosto ou ouvir a sua voz? Como é possível que parta quando o mundo tanto precisa de si? Não quero que as nossas almas se separem.” A emoção dominou-me. Desatei a chorar e caí de joelhos, suplicando-lhe que me poupasse, a mim e a todos os que deixava para trás. O Ari permaneceu em silêncio, apenas me olhando lutar com os meus soluços. Aqueles minutos vazios pareceram-me uma eternidade. “Devo ter sido um mau mestre se não consegui explicar-te a verdade. Não sabes que não somos nós que decidimos quanto tempo a nossa alma permanece no corpo? O dia e a hora estão escritos. O nosso único objetivo é usar bem o tempo que nos é dado aqui, o que significa que devemos fazer o máximo para nos aproximarmos do Criador, para nos tornarmos semelhantes a Ele, para adquirirmos o Seu dom precioso. Se, de algum modo, não consigo transmitir-te esta verdade, a ti, meu maior discípulo, quanto mais a outros terá escapado. Não há nada a temer, Chaim. Chaim Vitale, sabes que a alegria é o sinal da fé. Sei que já aprendeste, mas agora tens de colocá-lo em prática. Deves receber tudo com alegria. E, se o fizeres, não haverá mais espaço para o desespero. Nenhum. E verás que não há mal neste mundo.” Nos últimos dias de vida, o Ari começou a afastar-se dos seus discípulos. Tomou uma decisão que ninguém esperava. Proibiu todos, exceto Haim Vitale, de estudar Cabala daí em diante. Fê-lo porque sabia que a Cabala só poderia ser transmitida às futuras gerações do modo mais preciso e responsável por ele próprio. Sentindo a morte aproximar-se, o grande Ari convocou os seus discípulos. Todos vieram. Todos, exceto eu. Nesse dia, tinha de sair da cidade para uma pequena tarefa. E quando soube do que se tinha passado, não compreendi porque é que o Criador não me permitiu ouvir as últimas palavras do meu querido mestre, não me permitiu despedir-me. Mesmo agora, recordo essa hora, quando todos os meus amigos estavam junto do mestre enquanto ele partia deste mundo, e eu não estava entre eles. Disseram-me que, no último suspiro, levantou a cabeça, o olhar percorreu a sala e disse: “Mas onde está Haim Vitale?” Responderam-lhe que eu tinha saído. Suspirou fundo e disse: “Que pena que ele não esteja aqui neste momento.” Depois, digam-lhe: “Não o abandonarei. Se continuar a ser meu fiel discípulo, estarei com ele.” Pediu então a todos que se fossem embora e deixassem de estudar a Cabala, dizendo-lhes que não via entre os seus discípulos, exceto eu, ninguém capaz de prosseguir o seu caminho espiritual. De Jerusalém a Damasco, Haim Vitale não encontrou discípulo apto a aprender o método do Ari. Ao longo de uma vida longa, viu muitos e viveu ainda mais. Sozinho, sem discípulos, morreu e foi enterrado em Damasco.
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A Galileia. A sua aura de paz
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e a serenidade permanece inalterada mesmo após
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milhares de anos. Longe do
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barulho da cidade, as suas brisas clareiam a
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mente. Aqui você pode descansar sobre
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as gramíneas, sonhar sob o puro céu azul
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e observar cervos a beberem água
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dum riacho na floresta. Antes da destruição
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do Primeiro Templo, a Galileia era
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o lugar mais densamente povoado na
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terra. Ali as casas amontoavam-se
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todas, mesmo em espaços muito apertados,
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os vizinhos viviam em paz e harmonia.
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Após a queda do Primeiro Templo, a Galileia
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tornou-se desolada. As pessoas, mesmo
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podendo ter continuado a viver como viviam
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antes. começaram a abandonar as suas casas.
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Era como se algo sobre
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o lugar começasse a perturbá-las, como
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se uma força interna invisível as
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estivesse a empurrar para longe. Então, de repente, quinze
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séculos depois, as pessoas começaram a retornar a
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este lugar. Uma restauração da Galileia
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estava em andamento. E erguendo-se orgulhosamente acima
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de toda a região, a cidade de
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Safed tornou-se a sua capital. O estudo
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da Cabala floresceu ali, e mais uma
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vez tornou-se um centro espiritual.
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A maioria das pessoas pensa no centro
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do mundo como o lugar
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onde o dinheiro, o poder político e militar
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podem prevalecer. Assim nos parece porque hoje o egoísmo
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tem a humanidade firmemente sob o seu controle.
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Mas naqueles dias, as pessoas entendiam
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que o centro do mundo
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é onde os valores espirituais dominam, que
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eles mantêm o mundo unido. Se
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não fosse pela luz e
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pelas pessoas que a atraem para cá,
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o mundo não se sustentaria,
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o mundo deixaria de existir.
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Um dos maiores cabalistas que viveu
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em Safed no século XVI
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foi o Rabino Moshe Cordovero, o Ramak.
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Ele ensinava do ponto de
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vista da luz porque era assim
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que ele a experimentava. O que
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significa que ao alcançar o
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mundo espiritual, ele simplesmente descrevia o que
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sentia dele. Apenas as
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almas mais puras podiam receber e ser
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inspiradas pela Cabala do Ramak. Naquele
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nessa altura, o tempo de tais
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almas puras já havia passado, e
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um novo estágio no desenvolvimento humano
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havia chegado. Almas mais grosseiras e egoístas
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desceram para o nosso mundo, e
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elas precisavam de um método prático e realista.
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Esse é o método que o Ari trouxe
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para nós: preparando o terreno para a
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correção do mundo todo. Um
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dia, o Ari contou-me sobre
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a sua infância. Ele nasceu em
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Jerusalém em 1534. Quando ele tinha
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oito anos, o seu pai faleceu, morrendo
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com uma expressão de paz absoluta
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no rosto porque ele sabia
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quem o sucederia. Logo após
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a morte do seu pai, a sua mãe lhe contou-lhe
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sobre um sonho que seu pai
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teve. Fui abordado por um
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homem vestido completamente de branco. Não
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consigo recordar o seu rosto, mas ele
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disse-me que eu teria
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um filho que se chamaria
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Isaac, e que o nosso filho
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libertaria o povo de Israel do
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poder das forças impuras. Que
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por causa dele, os portões da
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sabedoria da Cabala se abririam.
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para o mundo inteiro. Após a
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morte de seu pai. os tempos tornaram-se muito difíceis
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para a família. e a sua mãe
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foi forçada a mudar-se de
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Jerusalém, levando o Ari para o Egito.
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Um dia, enquanto estava no meio
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da oração, o Ari notou um
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velho a entrar na sala, sentar-se
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perto de uma janela aberta e mergulhar
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na leitura de um volume que
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não se parecia nada com um livro de orações.
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Ele nunca tinha visto aquele livro ou
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aquele homem antes, e ele estudou
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o rosto do velho cuidadosamente. "Isaac",
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o homem de repente falou sem mover
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os lábios. "Você deve começar a estudar
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a parte mais interna da Bíblia.
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Você deve aprender a sabedoria da
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Cabala." Após esse encontro, o Ari
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trancou-se na sua casa. e
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mergulhou no Zohar hora
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após hora, dia após dia, nunca
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parando. O mundo parecia desaparecer.
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Tudo o que restava era a busca
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pelo que realmente estava por trás das suas
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palavras. O que é a terra? O que
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é o Rabino Shimon? Uma caverna. Rabino
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Chaya. Um rio. O céu. No
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rasto de cada palavra havia
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uma vasta conquista de si mesmo e
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da governança superior. Anos passaram-se. e como
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com qualquer homem. as responsabilidades naturais
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da vida devem ser atendidas.
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Num momento de frustração. o
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Ari confidenciou ao seu sogro. "É
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muito o que me impede de focar
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no estudo. e tanto
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que eu ainda preciso fazer. O
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Aterroriza-me o pensamento de que não vou
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conseguir arrancar todos
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os segredos da sabedoria da
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Cabala." Levando as suas palavras a sério,
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o seu sogro construiu uma casa nas
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margens do Nilo, completa
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com dez servos, para cuidar de
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todas as necessidades do Ari. Agora ele
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podia dedicar cada momento e pensamento
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ao estudo da sabedoria.
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Em constante contemplação, degrau por degrau,
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mistérios profundos se desdobravam à medida que ele ascendia
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ao grande segredo do
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universo, transformando-se a si mesmo e o mundo.
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Um inverno rigoroso caiu sobre o Egito.
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Tempestades torrenciais rasgaram edifícios enquanto
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o rio subia. Enterrou vilarejos próximos
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sob uma inundação de água
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e lama. Cercado por todos os lados
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pela água, a sua casa permaneceu
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milagrosamente intocada. Quando o Ari e
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os seus servos conseguiram embarcar num
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barco e chegar em segurança à costa.,
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imediatamente ele foi ao templo
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para agradecer ao Criador por poupar
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a sua vida. Ao terminar de orar,
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ele sentiu uma mão no seu
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ombro. Ele virou-se, e lá estava
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um velho. O mesmo
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velho que anos atrás
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o levou à Cabala. "Saudações. velho
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homem." disse o Ari. "Quanto tempo
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faz desde a última vez que
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te vi? Onde estiveste?"
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"Eu estava do outro lado
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do Mar Vermelho", respondeu.
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e acrescentou. "Ouça o meu conselho.
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Tu tens que parar de trabalhar sozinho.
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Leva a tua família e vai para
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a cidade de Safed. És esperado
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lá." E com isso. o velho
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homem se virou em direção à porta. e
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desapareceu na rua escura.
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Então também. o Ari parecia
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ter desaparecido. e durante anos ninguém
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sabia do seu paradeiro. Então, de repente,
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aos 35 anos, ele
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reapareceu em Sfad. um mestre Cabalista
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que havia alcançado todos os 125 degraus
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da escada espiritual. Ele estava
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pronto para ensinar. Aqui ele contemplava
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e caminhava por estas ruas. Aos 35
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ele tinha apenas seis meses de vida
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restantes. Mas nesses poucos
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meses., ele colocou o mundo
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num novo curso e criou uma
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revolução espiritual. Não com bandeiras e
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cartazes, ou sem sequer pedir a alguém
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para se juntar a ele. As pessoas apenas instintivamente
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sentiram que um grande homem espiritual
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finalmente havia chegado a esta cidade,
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este lugar de Cabala. e elas
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acorreram a ele. Foi assim que
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eu conheci o Ari pela primeira vez. Enquanto
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eu falava com ele, tive
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a sensação de que ele já sabia
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tudo o que eu lhe ia perguntar.
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Eu entendi quem estava sentado
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diante de mim. e prometi a mim mesmo
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nunca esquecer. Após aquele encontro.
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senti-me extremamente abalado, até com medo.
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Não consegui sair do meu quarto por
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dois dias e continuei implorando ao
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Criador que me desse a força
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para me tornar como o Ari e
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nunca parar no meu caminho
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até ele. Quando uma pessoa estuda
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o método do Ari. ela
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aprende que o mundo espiritual superior
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repousa sobre uma única lei: a
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lei do amor absoluto. O que mais
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se ganha com este método?
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Uma pessoa começa a entender que
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enquanto ela permanecer no
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seu egoísmo, ela não pode conhecer este
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mundo superior. O mundo superior
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permanecerá oculto dela, bem como
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toda a felicidade que o aguarda.
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E então alguém começa a entender
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que seu próprio egoísmo é o seu
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principal e único inimigo, consumindo todos
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os frutos de seu trabalho. Apenas
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ele é o que o impede de
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desfrutar de sua vida presente e futura.
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E ele não é o único
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que sofre com o seu egoísmo.
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Ele traz dor para o mundo inteiro.
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O Ari criou um método
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que permite a uma pessoa transcender
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o seu egoísmo sem suprimi-lo ou destruí-lo,
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mas transcendê-lo, elevar-se
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acima dele. É chamado de método
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das telas, e ele dá
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a uma pessoa a chance de encontrar
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o que ela tem procurado ao longo
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de toda a história da humanidade:
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liberdade, esperança, paz e amor. O
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Ari revelou não apenas o método,
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mas também como apresentá-lo
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a qualquer pessoa para que ela
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também possa ascender ao mundo espiritual
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e alcançar a felicidade que
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aguarda todos lá. O Rabino Isaac costumava
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dizer: "Imagine que está
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ao lado de uma fonte e
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está a morrer de sede. Mergulha
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o seu jarro na água, você
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espera que ele se encha,
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começa a beber, apenas para descobrir
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quão turva ela está. Mas a água da fonte
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é sempre limpa. É so eu
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jarro que está sujo, e é
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a causa da dor. Se
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o seu jarro está sujo. não importa
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quão limpa a água da fonte
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esteja. Num recipiente sujo, a água
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limpa não tem sabor de limpa. Tem o gosto
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do recipiente. Só vai
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fazer mal. Se, no entanto, você o limpar
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dando-lhe uma lavagem completa,
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então a água da fonte torna-se uma
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fonte de prazer para você. É
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o único caminho. Somente quando
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purificar o seu recipiente interno do
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egoísmo que está plantado em você,
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poderá saborear
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todas as grandes delícias que o Criador
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preparou para você. a grande
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luz que sempre te cerca e ilumina.
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Quando você se sintoniza para
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revelar essa luz, você começará
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a ansiar por ela. Só então
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será capaz de purificar o seu
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recipiente interno." O Ari frequentemente nos dizia:
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"É bom que você não
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entenda. A sua mente é apenas um
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espelho do seu egoísmo, um instrumento
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nas suas mãos, um pensamento constante
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sobre como agarrar mais para
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si mesmo. Você pode chegar ao
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Criador apenas se tiver uma
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paixão ardente por Ele. Você não
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entenderá nada até alcançá-lo.
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Vejo aqueles que estão a coletar
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conhecimento. Eu olho para eles e
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fico em silêncio. Eles não ganharão
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nada. Até que comecem a aspirar ao
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Criador com todo o seu coração.
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Ele não responderá às suas súplicas. Se
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você não remover essa casca externa
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e começar a olhar para o seu desejo
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interior, você não compreenderá anayoda
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dos ensinamentos do Ari." Gradualmente, aqueles que
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não suportavam o novo método partiram.
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e um novo círculo de estudantes do Ari
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formou-se. Nós chamávamos-nos
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os filhos do Ari. Tentávamos
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o máximo que podíamos para
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nos unir no nosso
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desejo pelo Criador. Entendíamos
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que essa era a chave. Chaim
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Vital não deixava o Ari
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por um segundo. Após cada aula,
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ele acompanhava-o até sua casa,
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sempre à direita do Ari. Juntos,
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caminhavam pelas ruas de Sfad.
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Atrás da sopa derramada, a chuva
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que te apanha na floresta,
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a aranha escondida no canto
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da sua casa, o velho
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que de repente aparece ao seu lado e
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abre o livro de Cabala, por trás
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de tudo isso está o Criador. É
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assim que Ele te convida a
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vir até Ele. Por favor, tente
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entender isso. Vá até Ele. Não há
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ninguém além Dele. E
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tudo o que você vê ao seu redor é
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Ele. As suas ações. A sua luz a preencher
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tudo. É assim que a luz
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te chama para te purificar. E
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quanto mais puros nos tornamos, mais próximos
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chegamos do Criador e
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recebemos o prazer infinito que Ele preparou
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para nós. Não há uma folha
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de erva que não tenha um
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anjo que está sobre ela e
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lhe diz: "Cresça." Um dia, quando
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o Ari e Chaim Vital estavam
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a caminhar, ele começou a recitar um poema.
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As palavras simplesmente fluíam de seus
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lábios por conta própria como uma
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primavera. Ele pronunciou claramente cada palavra.
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cada letra. e cada pensamento superior.
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É assim que o famoso poema
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do Ari. "A Árvore da Vida." foi
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criado. Eis que antes das emanações
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serem emanadas e as criaturas serem
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criadas. a luz simples superior havia
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preenchido toda a existência. E não
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havia vazio. como uma atmosfera vazia
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ou oca ou um poço, mas tudo
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estava preenchido com luz simples e
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infinita. E não havia parte como
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cabeça ou cauda. Mas tudo era
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simples, suave, luz, equilibrada uniformemente e
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igualmente. E era chamada luz
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infinita. Este poema contém toda a
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sabedoria da Cabala. Milhares de teses
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de doutorado poderiam ser escritas sobre
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ele. e ainda assim não entenderíamos
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uma fração do que ele oculta.
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Lá, após a restrição, tendo formado
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um vácuo e um espaço precisamente
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no meio da luz infinita, um
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lugar foi formado onde os emanados
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e os criados poderiam residir, Então
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da luz infinita, uma única linha
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desceu, baixou-se naquele espaço. E através
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dessa linha, Ele emanou, criou.
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formou e fez todos os mundos.
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Ainda veremos nas gerações futuras o
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quanto o Ari ocultou neste poema.
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para que pudéssemos alcançar a
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profundidade da sabedoria da Cabala.
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camada por camada e ao
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atualizá-la, chegar ao ponto mais alto
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da essência humana. Dezoito meses
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se passaram desde que o Ari
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chegou a Safed. Ele finalmente sentiu que
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tinha passado desde a chegada do Ari
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em Sfad. Ele finalmente sentiu que
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tinha completado tudo o que lhe fora dado
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para fazer do alto,
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e agora era tempo de
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partir deste mundo.
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Para um cabalista da estatura de Ari,
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a data da sua morte
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não é um segredo. Na sombra
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dos ramos deste grande
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carvalho, contou-me sobre o
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dia em que a sua alma deixaria
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este mundo: 5 de Av,
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15 de julho de 1572. "Em
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sete meses, estará por sua conta
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disse. "Deve continuar
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no nosso caminho exatamente como eu
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ensinei-te." As suas palavras atingiram-me
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como pregos. Eu apeguei-me tanto,
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que me habituei tanto à presença do meu professor
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que não conseguia imaginar um
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dia sem ele. "Professor", disse eu,
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"como posso não ver o seu
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rosto ou ouvir a sua voz por mais
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tempo e viver? Como pode acontecer?
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seja como for, está a partir quando
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o mundo precisa tanto de si?
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Eu não quero que as nossas almas se
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separar." A emoção dominou-me. Desatei em lágrimas
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e caí de joelhos
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implorando para que ele me poupasse
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e a todos os que estava a deixar para trás
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aqui. O Ari permaneceu em silêncio, apenas
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observando-me enquanto eu lutava para
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parar de soluçar. Aqueles minutos vazios pareceram
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uma eternidade para mim. Devo
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ter sido um mau professor se
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falhei em explicar a verdade
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para si. Não sabe que
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não somos nós que decidimos como
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durante quanto tempo a nossa alma permanece no
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corpo? O dia e a hora
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estão escritos. O nosso único propósito é
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utilizar o tempo que nos é concedido
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aqui corretamente, o que significa que nós
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devemos fazer o nosso melhor para nos aproximarmos
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do Criador, para nos tornarmos
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semelhantes a Ele, para adquirirmos a Sua
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Propriedade exaltada da dádiva. Se de alguma forma
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eu falhar em transmitir esta verdade
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a ti, meu maior aluno, quão
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pouco os outros devem ter recebido.
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Não há nada a temer nisso,
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Chaim. Chaim Vital, sabe que
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a alegria é o que significa fé. Eu
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sabe que aprendeu isso, mas agora
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precisa de tornar isso real. Você
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precisa de encarar tudo com alegria. E
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se o fizer, não haverá
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lugar para o desespero, nenhum. E
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verá que não há maldade
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neste mundo. Nos últimos
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restantes dias da sua vida,
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Ari começou a afastar-se de seus
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alunos. Ele tomou uma decisão que eles
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dificilmente esperavam ouvir. Ele proibiu
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todos de qualquer estudo futuro
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da Cabala, todos eles, excepto
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Chaim Vital. Ele fez isso porque
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sabia que a Cabala podia ser
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transmitida às gerações futuras da
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através dele. Quando soube que
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estava em agonia de morte,
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o grande Ari convocou os seus discípulos.
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Vieram todos, todos menos eu. Naquele
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dia, tive de deixar
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a cidade para uma breve missão.
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E quando soube o que aconteceu,
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não consegui perceber por que razão o
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Criador não me permitiu ouvir
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as últimas palavras da minha amada
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professora, não me deixou despedir.
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Até hoje penso naquela
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hora, quando todos os meus amigos estavam
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à volta do professor quando este saiu
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deste mundo, e eu não estava
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entre eles. Disseram-me que
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no seu último momento, ergueu
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a cabeça, e os seus olhos percorreram
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o quarto, e ele disse: "Mas
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onde está o Chaim Vital?" Disseram-lhe
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que eu tinha saído da cidade. Ele
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deu um suspiro profundo e disse:
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"É pena que ele não esteja
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aqui neste momento. Então diga
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a ele: 'Eu não o abandonarei. Detetar idioma Inglês Português (Portugal) Português (Brasil) Português (Brasil) Português (Portugal) Inglês
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If he remains my faithful student,
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I will be with him.'" Then
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he told everyone to leave and
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to cease the study of Kabbalah,
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telling them he didn't see in
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any of his disciples someone who
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could continue his spiritual path except
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me. As he moved from place
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to place, from Jerusalem all the
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way to Damascus, Chaim Vital was
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unable to find any student capable
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of learning the method of the
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Ari. Over the course of his
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long life, he had seen much
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and lived through even more. Alone,
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without disciples, he died and was
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buried in Damascus. היה האור עליון
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פשוט, ממלא את כל המציאות, ולא
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היה שום מקום פנוי בבחינת האוויר
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ריקני. וחלל, אלא הכל היה מלא
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אור, האינסוף הפשוט. ויתרו, כי טרם
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שנצלו הנצלים, ונבראו הנבראים. היה האור
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עליון פשוט, ממלא את כל המציאות,
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ולא היה שום מקום פנוי בבחינת
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האוויר ריקני. וחלל, אלא הכל היה
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מלא אור, האינסוף הפשוט. ויתרו, כי
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טרם שנצלו הנצלים. 1 802 / 5 000
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Se ele se mantiver meu aluno fiel,
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Eu estarei com ele." Assim
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disse a todos para se irem embora e
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para cessarem o estudo da Cabala,
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dizendo-lhes que não via em
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nenhum dos seus discípulos, alguém que
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pudesse continuar o seu caminho espiritual, exceto
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eu. Ao deslocar-se de um lugar para outro,
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de Jerusalém até Damasco, Chaim Vital estava
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sem conseguir encontrar nenhum aluno capaz
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de Aprender o método de
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Ari. Ao longo da sua
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longa vida, viu muito
27:10
e viveu ainda mais. Sozinho,
27:13
sem discípulos, morreu e foi
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sepultado em Damasco. היה האור עליון
28:10
פשוט, ממלא את כל המציאות, ולא
28:10
היה שום מקום פנוי בבחינת האוויר
28:13
ריקני. וחלל, אלא הכל היה מלא
28:22
אור, האינסוף הפשוט. ויתרו, כי טרם
28:29
שנצלו הנצלים, ונבראו הנבראים. היה האור
28:41
עליון פשוט, ממלא את כל המציאות,
28:45
ולא היה שום מקום פנוי בבחינת
28:49
האוויר ריקני. וחלל, אלא הכל היה
28:59
מלא אור, האינסוף הפשוט. ויתרו, כי
29:05
טרם שנצלו הנצלים.
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